
Ana Beatriz Nogueira e Aguinaldo Silva. (Foto: Montagem/Divulgação)
No último domingo (04), Ana Beatriz Nogueira pegou todos de surpresa ao revelar que sofre de esclerose múltipla, uma doença grave e sem cura, diagnosticada em 2009. Após a revelação, a atriz de 50 anos participou do Encontro com Fátima Bernardes desta quarta-feira (07), e falou, em tom de otimismo, sobre a doença e os seus novos trabalhos na TV.
Ana, que está afastada da telinha desde Rock Story (2016/2017), confirmou sua participação na nova temporada de Malhação (Vidas Brasileiras), que estreia em março, e em O Sétimo Guardião, novela das 21h de Aguinaldo Silva que vai ao ar a partir de novembro.
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Esse último folhetim, aliás, terá um gosto especial para a atriz, que em 34 anos de carreira na televisão, nunca atuou em uma obra de Aguinaldo. “Um dos autores que eu tinha o sonho de trabalhar”, revelou.
DRAMA COM DOENÇA
Ana Beatriz Nogueira teve surtos enquanto filmava Caminho das Índias (2009) e disse que foi muito difícil receber o diagnóstico. No ar atualmente na reprise de Celebridade (2003), ela começou a ter sintomas da enfermidade em casa, quando sentiu sua visão se duplicar e não conseguia ler as legendas de um filme. Na festa de lançamento de Caminho das Índias, ela precisou de ajuda para se locomover.
No evento, a atriz pediu a ajuda para Tony Ramos e a mulher dele, Lidiane, para subir as escadas. Também foi ajudada por Silvia Buarque, que a levou até um canto do salão. Algum tempo depois, com a novela já no ar, ela teve outro surto, enquanto precisava atravessar o estúdio para contracenar com Vera Fischer. “Eu estava vendo duplo e embaçado. Pedi ao Antonio Calloni para me dizer de que lado estava a Vera: Eu via duas Veras. Ele sinalizou, tirei uma reta e fui”, declarou.
A intérprete, então, fez vários exames, mas os profissionais ainda acharam que os resultados eram inconclusivos. Só em novembro de 2009, depois de mais um surto em que não enxergava direito, Ana Beatriz teve o diagnóstico certeiro. “Achei que era o fim. Como atriz, meu corpo é meu instrumento de trabalho, meu tudo, dependo da minha visão, da audição, das funções cognitivas. O trabalho é minha festa, minha fonte de renda, minha alegria, minha beleza. Partimos para o tratamento. Fiquei dois meses de cama, me senti debilitada. Sabe quando ‘somem os tapetes vermelhos’, que são aqueles sonhos bonitos que você tem quando está quase adormecendo? Foi assim que aconteceu”, revelou.
