Analisando "Máscaras"
Sexta passada resolvi conferir “Máscaras”. Havia me deliciado com o excelente “Globo Repórter” sobre o frio na região sul do Brasil, programa realizado pela RBS de Santa Catarina e, logo em seguida, sendo entregue à fraquinha “Gabriela”, cuja interpretação sensual de Juliana sobrepõe-se a qualquer outra motivação para permanecermos no programa, deixei a Globo enquanto a personagem de Paes seduzia, novamente, seu amado.
Deparei-me com excelente qualidade de imagem e som da novela da Record. Neste momento lembrei de Roberto Sabbatino, moderador do TvFoco, sempre atento a parte técnica, certamente iria elogiar a iluminação e efeitos sonoros. Indo além, as interpretações foram completas, convincentes. O tema, picante, porém sem causar estranheza para quem vinha de uma novela global, tinha como mote o presente surpresa de uma esposa para seu amado: uma garota de programa. Impressionante a performance da esposa. Seu olhar, gestos, tom de voz colocaram o telespectador na cena. Termina o take com o marido agradecendo, pagando e dispensando a armação da esposa. E segue a novela, mantendo a mesma qualidade do momento anterior.
A Record não acertou o estilo da novela, ele não combina com os noveleiros de plantão, não tem o ritmo de outros bons investimentos da mesma rede. No restante, vendo trabalho tão cuidadoso, temos que considerar como bem vindo o esforço da rede para movimentar o mercado. E devemos lembrar investimentos anteriores, como Rei Davi e as Olimpíadas em Londres. Vi acuidades técnica e artística neste investimento da rede.
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