
Âncora do Jornal da Globo morreu de câncer logo após diagnóstico (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Freepik/Globo)
O jornalismo brasileiro guarda, em sua cronologia, momentos de profunda comoção que ultrapassam a tela e tocam a memória coletiva de milhares de telespectadores. Entre essas passagens, a trajetória de Eliakim Araújo permanece como um marco de profissionalismo e pioneirismo.
O jornalista, cuja voz e presença foram pilares da televisão nacional por décadas, faleceu em julho de 2016, aos 75 anos, vítima de um câncer de pâncreas.
O falecimento, ocorrido enquanto vivia nos Estados Unidos, causou impacto não apenas pela perda de um comunicador de referência, mas pela velocidade avassaladora com que a doença evoluiu, tornando-se um símbolo trágico da complexidade diagnóstica de certas neoplasias.

Vale destacar que, muito antes de Fátima Bernardes e Bonner, Eliakim Araújo e sua esposa, a também renomada jornalista Leila Cordeiro, formaram o primeiro casal de apresentadores da televisão brasileira a dividir a bancada de um telejornal de grande porte.
Essa configuração, que unia o rigor jornalístico à cumplicidade interpessoal, tornou-se um referencial de estilo e empatia para o público.
Com base em informações do portal Wiki e G1, trazemos abaixo mais detalhes da sua trajetória e como foi sua despedida.
A trajetória de Eliakim Araújo é um testemunho da evolução do jornalismo televisivo no Brasil.
Desde o seu surgimento nos veículos de comunicação na década de 60, Eliakim destacou-se pela sobriedade e capacidade analítica.
Sua carreira foi marcada por passagens estratégicas que definiram os rumos dos principais telejornais do país:

O câncer de pâncreas é amplamente reconhecido pela literatura médica como uma das neoplasias mais desafiadoras.
Por ser uma doença, em grande parte, assintomática em seus estágios iniciais, o diagnóstico tende a ocorrer tardiamente, quando o tumor já alcançou estágios avançados.
No caso de Eliakim, o diagnóstico foi seguido por uma evolução clínica extremamente veloz, culminando em seu falecimento cerca de um mês após a confirmação do quadro e o início das intervenções terapêuticas, o que serve como um alerta contínuo sobre a necessidade de avanços em protocolos de rastreio e a importância da conscientização pública quanto aos exames de rotina.
A perda de Eliakim Araújo deixou um vazio na esfera pública e, de forma ainda mais profunda, na vida pessoal de Leila Cordeiro.
Com trinta e dois anos de uma união marcada pelo companheirismo e pelo compartilhamento das mesmas paixões profissionais, Leila enfrentou o luto como um processo de ressignificação.
Inclusive, durante o ano de 2025, por meio de uma postagem nas redes sociais, a jornalista destacou a dignidade com que Eliakim enfrentou o desfecho de sua vida e como as memórias dessa união harmoniosa servem, até os dias atuais, como fonte de força.
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