Angélica celebra os 10 anos do 'Vídeo game' e diz não querer mais estresse no trabalho

07/11/2011 às 18:46 · Tempo de leitura: 5 minutos

RIO – Quando foi ao ar pela primeira vez, em 10 de dezembro de 2001, o “Vídeo game” era apenas mais um quadro de meros cinco minutos dentro do “Vídeo show”. Este ano, em seu décimo aniversário, tem uma equipe especialmente dedicada a ele, cerca de 20 minutos diários e o status de atração “quase” independente, já que ainda é vinculado ao tradicional programa de variedades, exibido de segunda a sexta-feira, às 13h50m, na Globo. Em uma década, foram dezenas de quadros e provas, homenagens e cenas inusitadíssimas, além de alguns ajustes no formato da competição. Uma coisa não mudou: desde o início é Angélica quem comanda a brincadeira entre os artistas da emissora.

– O que a gente descobriu neste período é que o “Vídeo game” pode tudo. O programa já teve muitas fases e, a cada semana que passa, ele é um pouquinho diferente. Acho que por isso é que tem este fôlego. Ele se renova – explica a apresentadora.

Com 25 anos de experiência no ramo – começou aos 12 no “Nave da fantasia”, na extinta Rede Manchete -, ela confessa que nem precisa se preparar muito antes de entrar no estúdio ou mesmo pensar no que vai dizer. “Faço auditório há muito tempo, é como se eu estivesse em casa”, explica. É exatamente essa sensação de conforto que Angélica usa para definir sua vida profissional atual. Casada com o também apresentador Luciano Huck e mãe de Joaquim, de 6 anos, e Benício, 4, ela tira de letra aquele drama conhecido entre as mulheres modernas: ter tempo para a família sem deixar o emprego de lado.

– Estou num momento muito tranquilo e feliz. Não planejei chegar aqui com um programa de dez anos e outro de cinco ( o “Estrelas”, no ar aos sábados, às 13h50m). Mas aconteceu e é bom para a fase que estou vivendo. Hoje, eu tenho uma vida pessoal que se adapta muito bem a essas duas atrações. Consigo conciliar meus filhos e o casamento com o meu trabalho. Tenho tempo para tudo e prazer em todas as coisas – comemora.

Angélica estourou na TV quando tinha apenas 13 anos, à frente do “Clube da criança”, também na Manchete. Numa época em que as apresentadoras infantis proliferavam, foi um dos ícones entre os pequenos ao lado de nomes como Xuxa e Mara Maravilha. Passou pelo SBT e chegou à Globo em 1996, onde comandou, entre outros, o “Angel mix” e atuou em atrações como as novelinhas “Caça talentos” e “Bambuluá”. Apesar de exercitar uma faceta um tanto mais “séria” como entrevistadora no “Estrelas”, não tem jeito: seu trabalho ainda é muito relacionado ao público infanto-juvenil. Aos 37 anos, será que ela pensa em experimentar um estilo mais adulto?

– Neste momento, não. Apresento dois programas consolidados, de sucesso, pelos quais não tenho cobranças. Nem minhas, nem da emissora. A audiência está boa, está tudo ótimo. É muito bom poder ter essa paz e estabilidade depois de tantos anos de trabalho. A TV me ensinou a seguir a correnteza, sem pressão. Tem uma hora em que você precisa parar e curtir. Trabalho desde os 5 anos, aos 12 já estava na televisão. Se 25 anos depois eu ainda estivesse ansiosa, me descabelando, não ia aguentar. É humanamente impossível. Estou querendo mais é me divertir agora – afirma.

E ela garante se divertir horrores no comando do “Vídeo game”. A cada semana, o programa coloca duplas de famosos frente a frente testando seus conhecimentos sobre televisão. As provas incluem a pagação de alguns micos, normalmente protagonizados pelos anônimos da plateia. Os artistas também não estão livres, mas passam menos vergonha. Chegar a uma conclusão sobre o limite para isso, conta a apresentadora, foi um dos motivos de algumas mudanças feitas ao longo da década, já que o elenco da emissora estava começando a ficar com medo de participar da atração. Com os ajustes feitos, todo mundo que entra para competir costuma se soltar e mostrar um lado bem descontraído no estúdio. Assim como Angélica.

– Eu fico muito à vontade. Às vezes, até demais. Tem horas que penso “Caramba, tenho que levar mais a sério” – diz, rindo: – Nos dias em que estou mais bagunceira, eu brinco também no jogo. Tenho as respostas de todas as perguntas no cartão, mas não leio e fico tentando adivinhar junto com o participante. Aí, viajo, esqueço qual é a próxima prova e alguém tem que me chamar de volta para a realidade.

Mas a tranquilidade de Angélica não deve ser confundida com acomodação. Na hora de responder sobre outros possíveis projetos, ela mostra que tem ideias para o futuro:

– Tenho certeza que, daqui a dez anos, quando você conversar comigo de novo, estarei fazendo algo diferente. Gostaria de ter, de repente, um programa à noite. Pode ser mais sério, mas eu gosto que tenha algo divertido, leve. Tenho percebido que as pessoas querem saber o que eu penso, qual é a minha forma de encarar determinados assuntos. Acho que eu faria um programa no qual eu pudesse me expressar.

E se a apresentadora vê sua vida profissional mudada no futuro, a família também deve ganhar novidades até lá. Os boatos que circularam recentemente de uma possível gravidez são falsos, mas ela não esconde o desejo de aumentar a prole:

– Claro que quero ter mais filhos. Mas, por enquanto, é só uma vontade. Esta coisa de estar na TV, que é um meio fortíssimo, é complicada. As pessoas sabem tudo da minha vida. Então, fica sempre essa cobrança e a expectativa sobre um assunto que deveria fluir de forma mais natural. Sei que faço filhos lindos. Mas não sou um coelhinho!

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