ANVISA alerta donas de casa e consumidores de produtos naturais sobre riscos do consumo de uma linha de castanha da índia, uma das mais aclamadas
No fim de abril, a ANVISA emitiu um alerta sanitário nacional direcionado especialmente às donas de casa e demais consumidores habituais de produtos naturais, como a Castanha-da-Índia, frequentemente adquiridos por seus supostos benefícios à saúde.
Inclusive, muitas dessas mulheres são responsáveis pela administração da saúde familiar e recorrem a alternativas fitoterápicas por tradição ou economia.
No entanto, foram detectadas certas irregularidades na comercialização da Castanha-da-Índia pela marca MULTIVITTA, o que motivou a proibição imediata de todos os lotes do produto.

A medida visou proteger diretamente esse público, os quais podem expor consumidores a riscos sérios sem nem ao menos saber.
Sendo assim, a partir de informações oficiais da resolução, a equipe especializada em fiscalização do TV Foco levantou mais detalhes da proibição e os seus respectivos riscos.
O que motivou a proibição da Castanha-da-Índia da MULTIVITTA?
A RESOLUÇÃO nº 1.581, publicada no Diário Oficial da União em 25 de abril de 2025, determinou a proibição da Castanha-da-Índia da marca MULTIVITTA, a qual era amplamente vendida em um site e-commerce, após a mesma não apresentar o registro sanitário e sem Autorização de Funcionamento (AFE) junto à ANVISA.
Que, conforme mencionamos em diversas matérias anteriores, é um dos riscos mais graves, uma vez que representa a falta de garantia na qualidade e eficácia.

Além disso, a autarquia alegou que a marca não possuía autorização para ser comercializada com fins terapêuticos ou farmacêuticos, conforme alegado em seu rótulo.
De acordo com a ANVISA, a decisão tem fundamento no artigo 7º, inciso XV, da Lei nº 9.782/1999, que permite à agência aplicar medidas de fiscalização urgentes em caso de ameaça à saúde coletiva.
Importância da marca e manifestações:
Até a finalização desta matéria, a empresa responsável pela marca MULTIVITTA não emitiu qualquer comunicado público sobre a medida cautelar imposta pela ANVISA.
No entanto, a MULTIVITTA se apresenta como uma marca voltada ao bem-estar, com presença crescente em sites de suplementos e redes sociais.
Além disso, ela é uma empresa que se posiciona como referência em produtos naturais.
Quais riscos os consumidores correm ao consumir produtos naturais sem registro da ANVISA?
A castanha-da-índia (Aesculus hippocastanum) é uma semente conhecida por seus efeitos sobre a circulação sanguínea e alívio de varizes, dores nas pernas e inchaços.
No entanto, quando manipulada sem controle técnico ou distribuída fora dos padrões legais, ela pode provocar:
- Reações gastrointestinais;
- Intoxicação;
- Problemas hepáticos;
- E, dependendo dos casos, gera problemas neurológicos.
E a situação se torna ainda mais preocupante pelo fato de esses produtos estarem sendo adquiridos sem prescrição, baseando-se apenas na confiança gerada pela propaganda digital.

Conclusão:
Em suma, donas de casa e famílias que confiam em soluções naturais devem redobrar o cuidado com a procedência dos produtos.
Como ocorreu com a Castanha-da-Índia da MULTIVITTA, vendida sem registro, e que foi proibida pela ANVISA após representar riscos concretos à saúde. Mas, para saber mais sobre outras proibições e decretos da ANVISA, clique aqui. *
