Anvisa confirma conhecimento de presença de besouro no café que causa apreensão entre donas de casa

A presença de fragmentos de insetos no café voltou ao centro do debate após consumidores relatarem susto ao identificar resíduos no produto já pronto para consumo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acompanha o tema e reforça que a legislação brasileira prevê tolerâncias específicas.

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A norma considera limites técnicos e sanitários para alimentos industrializados, incluindo o café torrado e moído, amplamente consumido no país.

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Anvisa e ilustração café (Fotos: Reproduções / Marcelo Camargo / Canva)

Segundo a regulamentação em vigor, a lei permite a presença de fragmentos microscópicos de insetos quando não há risco comprovado à saúde humana e quando os índices permanecem dentro do padrão estabelecido.

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A Resolução RDC nº 623 definiu esses limites após análises técnicas e referências internacionais. O texto legal autorizou até 60 fragmentos de insetos a cada 25 gramas de café torrado e moído.

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Portanto, a legislação não trata a ocorrência como falha automática de qualidade. Ainda assim, a regra exige controle rigoroso das indústrias. Além disso, a Anvisa afirmou que a remoção total desses fragmentos é inviável do ponto de vista tecnológico, mesmo com processos modernos de seleção e torra.

Qual besouro é encontrado no café?

O inseto citado nas reportagens, muitas vezes chamado popularmente de besouro, costuma ser a broca-do-café. Esse inseto ataca o fruto ainda no campo e se espalha por praticamente todas as regiões produtoras.

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Mesmo assim, produtores adotaram manejo integrado e controle biológico para reduzir o impacto da praga. No entanto, a cadeia produtiva não consegue eliminar totalmente a presença do inseto. Por isso, a legislação levou essa realidade agrícola em consideração ao estabelecer os parâmetros legais.

A Anvisa deixou claro que a lei diferencia insetos próprios da lavoura de vetores considerados perigosos. Baratas, moscas e outros insetos associados a ambientes insalubres permanecem proibidos em qualquer quantidade. Esses organismos podem carregar microrganismos capazes de provocar doenças.

Já fragmentos oriundos de insetos do cultivo, quando dentro do limite, não representam risco sanitário segundo os estudos analisados pela agência reguladora.

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Além disso, um lote de café só se torna impróprio quando ultrapassa os índices definidos ou apresenta impurezas não autorizadas. Nessas situações, o poder público pode determinar recolhimento, suspensão da fabricação e outras medidas sanitárias.

O Ministério da Agricultura também atua nesses casos. Portanto, a fiscalização existe e age quando identifica falhas relevantes no controle de qualidade.

Por fim, apesar do impacto visual e do desconforto gerado, a presença de fragmentos dentro do limite legal não caracteriza risco à saúde. A Anvisa mantém normas claras para equilibrar segurança alimentar e viabilidade industrial.

Assim, o episódio reacendeu discussões sobre transparência, informação ao consumidor e confiança nos órgãos reguladores. O café segue seguro para consumo quando respeita os parâmetros estabelecidos pela legislação sanitária brasileira.