Anvisa reage à descoberta grave e ordena que uma marca popular de café desapareça das prateleiras em todo o país
A Anvisa determinou a apreensão de todos os lotes do café torrado e moído Extraforte e Tradicional da marca Câmara e colocou o produto fora do comércio em todo o país.
Além disso, a agência proibiu a fabricação, a distribuição, a propaganda e o uso porque identificou riscos sérios e imediatos para os consumidores. A decisão surgiu após técnicos confirmarem que o produto circulava sem garantir origem clara e sem atender exigências básicas de segurança.
A investigação começou quando a Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária do Rio de Janeiro analisou as embalagens e percebeu irregularidades evidentes. Contudo, as informações apresentavam empresas que não tinham situação regular.

As duas citadas eram Sociedade Abast do Com e da Ind de Panif Sacipan S A e Lam Fonseca Produtos Alimentos Ltda. Ambas não possuíam registro válido segundo o levantamento estadual, o que reforçou a suspeita sobre a autenticidade do café.
Então, o alerta aumentou quando o Lacen do Rio de Janeiro analisou o lote 160229. O laudo encontrou fragmentos que lembravam vidro e ampliou o risco de dano físico ao consumidor. A presença desse tipo de corpo estranho levou a agência a agir com rapidez porque o produto poderia causar acidentes graves. As equipes afirmaram que o consumo colocava o público em situação insegura e não permitia qualquer tolerância.
A Anvisa reforçou que produtos sem registro não oferecem garantia de qualidade ou segurança e podem violar normas sanitárias essenciais. A agência explicou que a ausência de comprovação da origem impede qualquer confirmação sobre o processo de fabricação, o que pode ocultar falhas importantes.
Além disso, autoridades lembraram que a contaminação física exige resposta imediata porque compromete diretamente a saúde.
Anvisa proibiu outra empresa?
Enquanto isso, outra empresa entrou no foco da Anvisa. A agência determinou o recolhimento de todos os alimentos e suplementos da Axis Nutrition Indústria e Comércio de Alimentos Ltda.
A decisão surgiu após uma inspeção entre 15 e 17 de setembro que encontrou falhas graves no processo de produção. Os fiscais observaram ausência de responsável técnico habilitado, problemas no controle da água potável, falta de rastreabilidade das matérias-primas e falhas no programa de controle de alérgenos. Essas situações também geraram alerta porque colocam consumidores em risco.
Por fim, as recomendações ao público seguiram na mesma linha. A agência orientou que ninguém consuma qualquer produto da marca Câmara e que eventuais suspeitas sejam comunicadas nos canais oficiais.
A medida reforça a importância de atenção constante porque irregularidades desse tipo podem acontecer em produtos comuns e acessíveis.
