Chegou a vez do arroz: Anvisa fica em alerta com risco de envenenamento em alimento nº1 do Brasil

Mudanças ambientais recentes acendem um sinal de alerta global, especialmente para a Anvisa, devido a maior presença de arsênio no arroz

25/11/2025 às 17:24 · Tempo de leitura: 7 minutos

Logo Anvisa e ilustração de arroz (Fotos: Reproduções / Canva / Internet)

Pesquisas trazem alerta sobre o arroz devido a presença de arsênio

O arroz, base da alimentação brasileira, naturalmente absorve arsênio, um contaminante presente no solo e na água. Normalmente, os níveis encontrados ficam dentro dos limites de segurança definidos por agências reguladores, como a Anvisa.

No entanto, as mudanças ambientais recentes acendem um sinal de alerta global, especialmente para a Anvisa, sobre o futuro desse alimento.

De acordo com informações do portal BBC, pesquisadores indicaram que o aquecimento global e o aumento de CO₂ estão tornando o arsênio mais disponível no solo para ser absorvido pelas plantas.

Essa combinação intensifica reações químicas e microbiológicas que liberam o contaminante em formas mais tóxicas, sendo uma espécie de envenenamento para o alimento.

Um estudo realizado na China, ao longo de dez anos e com 28 variedades de arroz, revelou um cenário preocupante:

  • Quanto maior a concentração de CO₂ e a temperatura, maior o acúmulo de arsênio nos grãos
  • Com esse ritmo até 2050, a China pode registrar cerca de 19,3 milhões de novos casos de câncer relacionados ao consumo de arroz contaminado

Por que o arroz absorve tanto arsênio?

A maior parte do arroz no mundo cresce em áreas inundadas. Esse tipo de cultivo reduz o oxigênio no solo e ativa bactérias que utilizam arsênio em seu metabolismo, liberando o elemento em formas que a planta absorve facilmente.

Ou seja, com o clima mais quente e mais CO₂ na atmosfera, essas bactérias se multiplicam e trabalham mais intensamente, podendo aumentar a contaminação.

Porém, os pesquisadores também alertam que os resultados dependem de hábitos futuros. O estudo considera que o consumo de arroz será igual ao de 2021 e que a preferência do público continuará pelo arroz branco, que absorve menos arsênio do que o integral.

Riscos à saúde

De acordo com informações do portal BBC, a forma mais tóxica do arsênio traz diversos riscos quando ingerida por longos períodos:

  • Aumenta a probabilidade de câncer de pele, pulmão e bexiga
  • Eleva o risco de doenças cardiovasculares e diabetes
  • Afeta gestantes e o desenvolvimento fetal
  • Pode causar danos ao organismo, mesmo em pequenas quantidades

Lewis Ziska, professor da Universidade de Columbia e coautor do estudo, reforça que o arsênio inorgânico é um carcinógeno amplamente reconhecido.

No entanto, especialistas afirmam que o risco individual permanece baixo quando os limites regulatórios são respeitados, como é o caso do Brasil.

Desse modo, as consequências mais sérias atingem populações que consomem grandes quantidades de arroz diariamente.

Situação no Brasil

Por conta do risco, a Anvisa define limites seguros do arsênio no arroz:

  • 0,20 mg/kg para o arroz branco
  • 0,35 mg/kg para o arroz integral

De acordo com pesquisas da UFABC e a última avaliação da Anvisa, em 2023, o arroz brasileiro costuma apresentar níveis baixos desses valores, o que mantém o risco sob controle.

Porém, mesmo com níveis baixos, a Anvisa segue em alerta com os produtos e até mesmo com novos pesquisas, já que as mudanças climáticas podem alterar o cenário nos próximos anos.

O que pode ser feito para reduzir o arsênio no arroz?

Além disso, estudos apontam diversas estratégias para diminuir a contaminação diretamente no campo:

  • Selecionar variedades de arroz que acumulam menos arsênio
  • Aplicar fertilizantes e compostos que reduzem a absorção do contaminante
  • Priorizar o cultivo em regiões naturalmente pobres em arsênio
  • Reforçar a regulamentação e o monitoramento global do contaminante
  • Substituir o arroz por outros produtos

Como reduzir o arsênio no preparo do arroz em casa

Por fim, consumidores também podem adotar práticas simples que diminuem a presença do contaminante no prato:

  • Primeiramente, lavar bem os grãos antes do cozimento
  • Cozinhar o arroz com maior quantidade de água e descartar o excesso

Esses métodos ajudam a remover parte do arsênio e tornam o consumo ainda mais seguro.

Tópicos nesse artigo:

Mais lidas

ver todas
  1. Neto discreto de Roberto Carlos é um dos homens mais lindos
  2. Globo em luto: Com câncer espalhado no cérebro, âncora do Jornal Hoje morreu logo após diagnóstico fatal
  3. Lucimara Parisi, braço direito de Faustão, vive assim hoje
  4. Tarcísio Filho vive assim hoje após abandonar novelas
  5. Câncer fatal: A morte devastadora de atriz mais amada da Globo e Ana Maria aos prantos com anúncio de luto