Azeite tóxico? ANVISA proíbe marca popular e donas de casa são avisadas

Marca popular de Azeite é proibida pela ANVISA após constação (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Freepik)
Alerta na cozinha: ANVISA proíbe marca popular de azeite por fraude e irregularidades graves
E, de uns tempos para cá, a ANVISA, em busca de intensificar a segurança alimentar no Brasil, realiza algumas apreensões e emite proibições de produtos populares, os quais atingem diretamente o cotidiano das famílias brasileiras.
Inclusive,de acordo com o portal CNN, nesta última terça-feira (08), a fiscalização rigorosa sobre a autenticidade de azeites revelou falhas graves em um produto importado que circulava livremente em gôndolas e mesas.
Quando um azeite falha em testes laboratoriais de pureza, ele deixa de ser um aliado da saúde e passa a representar um risco de fraude econômica e sanitária.

A autarquia agiu prontamente para retirar de circulação lotes que não entregam o que prometem no rótulo, protegendo o consumidor de substâncias possivelmente adulteradas.
Mas o que motivou a proibição? Será que o azeite era tóxico assim?
Pensando nessas respostas, com base em informações do portal mencionado, trazemos abaixo um pouco mais sobre a marca autuada, cuja proibição deixou milhares de donas avisadas, diante das irregularidades que levaram à interdição imediata do produto da marca Afonso.
Veja abaixo os assuntos mencionados nesta matéria:
- A reprovação no teste de índice de refração;
- Situação da empresa;
- Como identificar azeites adulterados?
- Posicionamento da marca
Reprovado!
Conforme dito acima, a autarquia determinou a apreensão e proibição de comercialização do azeite de oliva virgem extra da marca Afonso após análises laboratoriais detectarem desvios técnicos. O produto apresentou um resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração.
Este teste é fundamental para a vigilância sanitária, pois funciona como uma “assinatura digital” do óleo, uma vez que cada tipo de gordura possui um índice de refração específico:
- Inclusive, quando o valor diverge do padrão esperado para o azeite de oliva, os técnicos confirmam a presença de misturas com óleos mais baratos e de qualidade inferior, como soja ou girassol, o que caracteriza fraude ao consumidor.
Inaptidão:
Além dos problemas encontrados no conteúdo da embalagem, a estrutura administrativa por trás da marca Afonso apresenta inconsistências graves.
Ademais, a Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., responsável pela marca, possui uma situação cadastral irregular:
- O CNPJ da empresa consta como “inapto” desde agosto de 2024;
- Uma empresa inapta não possui autorização legal para realizar operações comerciais, muito menos para importar e distribuir alimentos em território nacional, o que torna todos os lotes do azeite Afonso clandestinos perante a lei.
Chá de sumiço
Ainda de acordo com o portal, a Vigilância Sanitária de Curitiba tentou realizar uma inspeção presencial no endereço registrado da importadora Cotinga Ltda para verificar as condições de armazenamento e a origem dos lotes.
No entanto, as autoridades constataram que o estabelecimento encerrou suas atividades sem qualquer aviso prévio ou atualização nos órgãos reguladores.
Este “abandono” de sede dificulta a rastreabilidade do produto e impede que a agência aplique punições diretas ou oriente o recolhimento voluntário, forçando a autarquia a emitir um alerta nacional para apreensão imediata das unidades remanescentes no mercado.

Quais são os riscos apresentados pelo azeite adulterado para o consumidor?
A proibição da marca Afonso serve como um lembrete para que as donas de casa e consumidores em geral redobrem a atenção no momento da compra.
O azeite de oliva virgem extra de qualidade deve apresentar características sensoriais específicas e seguir normas rígidas de rotulagem.
- Preço muito abaixo do mercado: O custo de produção do azeite de oliva é alto; valores muito abaixo da média de mercado frequentemente escondem misturas de óleos vegetais;
- Procedência: Verifique sempre se o rótulo contém as informações claras do importador e se a empresa possui autorização de funcionamento;
- Denúncias: Caso encontre o azeite da marca Afonso à venda, o consumidor deve denunciar o estabelecimento à Vigilância Sanitária local imediatamente.
A marca se posicionou?
Até o fechamento desta reportagem e conforme as últimas atualizações da CNN Brasil, a marca Afonso e a importadora Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda. não enviaram posicionamento oficial sobre a proibição da autarquia ou sobre as irregularidades apontadas.
Como o endereço físico da empresa encontra-se desativado e o CNPJ está inapto, o contato direto com os responsáveis tornou-se impossível para os órgãos de fiscalização e veículos de imprensa.
O espaço permanece aberto para futuras manifestações das defesas. Mas, para saber mais informações sobre a ANVISA/Vigilância, clique aqui*.