Azeite tóxico? ANVISA proíbe marca popular e donas de casa são avisadas

Alerta na cozinha: ANVISA proíbe marca popular de azeite por fraude e irregularidades graves, as quais colocam consumidores em risco.

10/04/2026 às 05:00 · Tempo de leitura: 8 minutos

Marca popular de Azeite é proibida pela ANVISA após constação (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Freepik)

Alerta na cozinha: ANVISA proíbe marca popular de azeite por fraude e irregularidades graves

E, de uns tempos para cá, a ANVISA, em busca de intensificar a segurança alimentar no Brasil, realiza algumas apreensões e emite proibições de produtos populares, os quais atingem diretamente o cotidiano das famílias brasileiras.

Inclusive,de acordo com o portal CNN, nesta última terça-feira (08), a fiscalização rigorosa sobre a autenticidade de azeites revelou falhas graves em um produto importado que circulava livremente em gôndolas e mesas.

Quando um azeite falha em testes laboratoriais de pureza, ele deixa de ser um aliado da saúde e passa a representar um risco de fraude econômica e sanitária.

ANVISA proibiu uso de azeite popular (Foto: Reprodução/Montagem/TV Foco/ Internet / Canva)

A autarquia agiu prontamente para retirar de circulação lotes que não entregam o que prometem no rótulo, protegendo o consumidor de substâncias possivelmente adulteradas.

Mas o que motivou a proibição? Será que o azeite era tóxico assim?

Pensando nessas respostas, com base em informações do portal mencionado, trazemos abaixo um pouco mais sobre a marca autuada, cuja proibição deixou milhares de donas avisadas, diante das irregularidades que levaram à interdição imediata do produto da marca Afonso.

Veja abaixo os assuntos mencionados nesta matéria:

  • A reprovação no teste de índice de refração;
  • Situação da empresa;
  • Como identificar azeites adulterados?
  • Posicionamento da marca

Reprovado!

Conforme dito acima, a autarquia determinou a apreensão e proibição de comercialização do azeite de oliva virgem extra da marca Afonso após análises laboratoriais detectarem desvios técnicos. O produto apresentou um resultado insatisfatório no ensaio de determinação do índice de refração.

Este teste é fundamental para a vigilância sanitária, pois funciona como uma “assinatura digital” do óleo, uma vez que cada tipo de gordura possui um índice de refração específico:

  • Inclusive, quando o valor diverge do padrão esperado para o azeite de oliva, os técnicos confirmam a presença de misturas com óleos mais baratos e de qualidade inferior, como soja ou girassol, o que caracteriza fraude ao consumidor.

Inaptidão:

Além dos problemas encontrados no conteúdo da embalagem, a estrutura administrativa por trás da marca Afonso apresenta inconsistências graves.

Ademais, a Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda., responsável pela marca, possui uma situação cadastral irregular:

  • O CNPJ da empresa consta como “inapto” desde agosto de 2024;
  • Uma empresa inapta não possui autorização legal para realizar operações comerciais, muito menos para importar e distribuir alimentos em território nacional, o que torna todos os lotes do azeite Afonso clandestinos perante a lei.

Chá de sumiço

Ainda de acordo com o portal, a Vigilância Sanitária de Curitiba tentou realizar uma inspeção presencial no endereço registrado da importadora Cotinga Ltda para verificar as condições de armazenamento e a origem dos lotes.

No entanto, as autoridades constataram que o estabelecimento encerrou suas atividades sem qualquer aviso prévio ou atualização nos órgãos reguladores.

Este “abandono” de sede dificulta a rastreabilidade do produto e impede que a agência aplique punições diretas ou oriente o recolhimento voluntário, forçando a autarquia a emitir um alerta nacional para apreensão imediata das unidades remanescentes no mercado.

É preciso estar atento aos valores do produto e se está muito abaixo do mercado (Foto Reprodução/Canva)

Quais são os riscos apresentados pelo azeite adulterado para o consumidor?

A proibição da marca Afonso serve como um lembrete para que as donas de casa e consumidores em geral redobrem a atenção no momento da compra.

O azeite de oliva virgem extra de qualidade deve apresentar características sensoriais específicas e seguir normas rígidas de rotulagem.

  • Preço muito abaixo do mercado: O custo de produção do azeite de oliva é alto; valores muito abaixo da média de mercado frequentemente escondem misturas de óleos vegetais;
  • Procedência: Verifique sempre se o rótulo contém as informações claras do importador e se a empresa possui autorização de funcionamento;
  • Denúncias: Caso encontre o azeite da marca Afonso à venda, o consumidor deve denunciar o estabelecimento à Vigilância Sanitária local imediatamente.

A marca se posicionou?

Até o fechamento desta reportagem e conforme as últimas atualizações da CNN Brasil, a marca Afonso e a importadora Comércio de Gêneros Alimentícios Cotinga Ltda. não enviaram posicionamento oficial sobre a proibição da autarquia ou sobre as irregularidades apontadas.

Como o endereço físico da empresa encontra-se desativado e o CNPJ está inapto, o contato direto com os responsáveis tornou-se impossível para os órgãos de fiscalização e veículos de imprensa.

O espaço permanece aberto para futuras manifestações das defesas. Mas, para saber mais informações sobre a ANVISA/Vigilância, clique aqui*.

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