"Irregularidades graves": Anvisa determina proibição de protetor solar e repelente de marcas populares
Anvisa determina a proibição de protetor solar e repelente de marcas populares após identificar irregularidades graves; Veja os detalhes
Anvisa - Protetor Solar (Foto: Reprodução)
Anvisa determina a proibição de protetor solar e repelente de marcas populares após identificar irregularidades graves em produtos amplamente vendidos no país
A decisão da Anvisa acendeu um alerta imediato no setor de saúde e entre consumidores. A agência proibiu a fabricação, venda, distribuição e uso de diversos protetores solares e repelentes produzidos pela empresa Henlau Química Ltda.
A medida saiu hoje, dia 29 de abril de 2026 e atingiu produtos populares, vendidos em larga escala no país. A determinação também incluiu o recolhimento obrigatório dos itens no mercado. A fiscalização ocorreu após inspeções detalhadas realizadas entre os dias 14 e 17 de abril. Os técnicos encontraram falhas consideradas graves no processo produtivo. Essas falhas levantaram dúvidas sobre a segurança e a eficácia dos produtos usados diariamente por milhares de pessoas.
A decisão não surgiu de forma isolada. Os fiscais identificaram que a empresa descumpriu regras básicas chamadas Boas Práticas de Fabricação. Essas normas garantem que produtos sejam feitos com qualidade, segurança e padronização. Quando uma empresa ignora essas regras, o risco para o consumidor aumenta.
No caso específico, a Anvisa comprovou que alguns produtos foram fabricados com fórmulas diferentes das autorizadas. Isso significa que o que estava dentro da embalagem não correspondia ao que foi aprovado oficialmente. Diante desse cenário, a agência adotou medidas rígidas para evitar danos maiores à população.
Produtos afetados pela decisão da Anvisa
Entre os produtos afetados aparecem itens bastante conhecidos no mercado. A lista inclui o repelente gel baby Amorável, o protetor Sunlau FPS 30 com proteção UVA e UVB, o protetor solar FPS 30 da Wurth, além do spray repelente Sunlau com DEET.
Também entram na lista os repelentes da marca Needs com icaridina, tanto em versão spray quanto em gel infantil. Todos os lotes desses produtos sofreram proibição total. Isso inclui fabricação, comercialização, propaganda e uso. A medida também obrigou o recolhimento imediato das unidades já distribuídas.
A explicação para o risco envolve a função desses produtos no dia a dia. No caso do protetor solar, o FPS indica o nível de proteção contra os raios ultravioleta. Esses raios vêm do sol e podem causar queimaduras, envelhecimento precoce e até câncer de pele. Quando a fórmula não segue o padrão aprovado, o FPS pode não funcionar corretamente. Isso deixa a pele exposta, mesmo quando o consumidor acredita estar protegido.
Já os repelentes atuam afastando insetos, especialmente mosquitos. Uma falha na composição pode reduzir essa proteção e aumentar o risco de doenças. Entre elas estão dengue, zika e chikungunya, que seguem presentes em várias regiões do Brasil.
Outro ponto importante envolve os ativos presentes nesses produtos. O DEET, por exemplo, é uma substância comum em repelentes. Ele age interferindo na capacidade do mosquito de identificar o ser humano. Já a icaridina funciona de forma semelhante e costuma ter menor odor e irritação.
Quando esses componentes não aparecem na concentração correta, o produto perde eficiência. Isso explica a preocupação da Anvisa ao identificar alterações nas fórmulas autorizadas.
Decisão urgente
As medidas não pararam nos produtos citados. A Anvisa também proibiu todos os cosméticos fabricados pela Henlau Química. A decisão ampliou o impacto da fiscalização e atingiu outras linhas da empresa.
Além disso, a agência suspendeu a fabricação de saneantes. Esses produtos incluem itens de limpeza usados em casas e ambientes profissionais. A inspeção identificou falhas estruturais e operacionais que comprometeram toda a cadeia de produção.
Diante desse cenário, o consumidor precisa agir com atenção. Quem possui algum dos produtos citados deve interromper o uso imediatamente. Essa orientação busca evitar riscos à saúde e possíveis falhas na proteção.
O próximo passo envolve procurar o local de compra ou o fabricante. O consumidor pode buscar informações sobre devolução ou descarte correto. Em muitos casos, empresas oferecem canais de atendimento para resolver esse tipo de situação.
A atuação da Anvisa reforça o papel da vigilância sanitária no país. A agência fiscaliza produtos que impactam diretamente a saúde da população. Esse controle evita que itens irregulares permaneçam no mercado por longos períodos.
Mesmo assim, casos como esse mostram que falhas ainda podem ocorrer. Por isso, o consumidor precisa manter atenção redobrada ao escolher produtos e acompanhar alertas oficiais.
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