Substância proibida: ANVISA determina suspensão de tônico popular no Brasil
ANVISA suspende todos os lotes de tônico após identificar irregularidades sanitárias e uso de substância não permitida. Entenda a decisão.
ANVISA proíbe tônico popular após séria descoberta (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/GMN)
ANVISA suspende todos os lotes de tônico após identificar irregularidades sanitárias e uso de substância não permitida. Entenda a decisão
O mercado masculino de cuidados pessoais deixou de ser um nicho há muito tempo. Produtos para barba, cabelo e pele passaram a ocupar espaço cada vez maior nas prateleiras físicas e no comércio digital, impulsionados por promessas de crescimento acelerado, fortalecimento dos fios e resultados estéticos rápidos. Neste cenário de expansão constante, entretanto, as exigências sanitárias da ANVISA continuam sendo um dos pilares para garantir segurança ao consumidor.
Foi justamente durante esse processo de fiscalização que a autarquia publicou uma nova medida envolvendo um produto bastante conhecido dentro desse segmento. Trata-se do Tônico Barba Robusta, fabricado pela empresa Viver Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. – ME.
A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 29 de abril de 2026, por meio da Resolução nº 1.743.
O que a ANVISA determinou?
De acordo com a decisão da agência, se estabeleceu o recolhimento imediato e a suspensão de diversas atividades relacionadas ao produto.
Com isso, fica expressamente proibida a fabricação, comercialização, distribuição e propaganda, além do uso, obviamente.
Além disso, a determinação atinge todos os lotes do produto e tal restrição fica ativa até que a situação regulatória seja eventualmente regularizada.
Entenda o motivo:
De acordo com a ANVISA, a fiscalização identificou duas irregularidades principais:
- A primeira envolve a comercialização e fabricação do produto sem a regularização exigida pela legislação sanitária brasileira, infringindo dispositivos da Lei nº 6.360/1976.
- Além disso, a agência informou que houve notificação indevida do cosmético contendo substância conservante proibida para produtos sem enxágue, contrariando regras previstas na Resolução RDC nº 528/2021.
Em outras palavras, a avaliação apontou que o produto foi enquadrado de forma incompatível com as exigências técnicas para esse tipo de cosmético.
Por que a situação exige cautela?
Produtos classificados como leave-in, tônicos e outros cosméticos de permanência prolongada na pele exigem regras específicas porque permanecem em contato direto com o organismo durante períodos maiores.
Diferentemente de itens que são removidos rapidamente durante o banho, produtos sem enxágue podem manter substâncias em contato contínuo com a pele e os pelos.
Por esse motivo, a legislação define limites rigorosos para ingredientes utilizados na composição.
Conforme a própria lógica regulatória adotada pela Anvisa, a avaliação desses componentes busca minimizar riscos como:
- Irritações cutâneas;
- Sensibilização da pele;
- Reações alérgicas;
- Exposição inadequada a determinadas substâncias.
A decisão da agência não significa automaticamente que todos os consumidores apresentarão problemas, mas indica que o produto não cumpriu critérios regulatórios considerados obrigatórios.
Importância da empresa:
De acordo com o portal Serasa Experian, a Viver Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. – ME, sediada em Guarulhos (SP), atua há sete anos no segmento de cosméticos e produtos voltados aos cuidados pessoais.
Vale destacar que, nos últimos anos, o mercado masculino registrou crescimento expressivo no Brasil, especialmente em categorias relacionadas à barba e estética facial.
Logo, tônicos, óleos e fortalecedores passaram a ganhar espaço entre consumidores que procuram soluções voltadas à aparência e manutenção dos fios.
Esse movimento transformou a categoria em uma das áreas mais aquecidas da indústria de beleza masculina.
A empresa se manifestou?
Até o momento, não foram localizadas manifestações públicas da Viver Indústria e Comércio de Cosméticos Ltda. sobre a resolução publicada pela Anvisa.
Também não foram encontrados posicionamentos oficiais divulgados em grandes veículos de imprensa até a elaboração deste conteúdo.
Porém, o espaço permanece aberto para eventuais esclarecimentos da empresa.
O que consumidores devem fazer caso encontrem um produto suspenso pela ANVISA em casa?
Consumidores que possuem o produto devem:
- Interromper o uso imediatamente;
- Verificar informações do rótulo;
- Evitar novas aquisições;
- Procurar o estabelecimento onde realizaram a compra para orientações;
- Comunicar autoridades sanitárias caso encontrem o produto sendo comercializado.
Mas, para mais proibições e normas da ANVISA, clique aqui*.
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