Fátima Bernardes globo

Fátima Bernardes (Reprodução/ Globoplay)

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Ao falar sobre a importância da representatividade, Fátima Bernardes disse que por muito tempo “só via homens” no Jornal Nacional, da Globo

Fátima Bernardes abordou o tema da importância da data da consciência negra comemorado todo dia 20 de novembro no Brasil, e trouxe para o palco de seu programa na Globo, o “Encontro”, artistas e autoridades para falar sobre o racismo no país e a importância em combater esse tipo de crime.

Em determinado ponto do programa, ao falar sobre a importância da representatividade, Fátima Bernardes surpreendeu com um depoimento pessoal em sua vivência como mulher, e a fala foi entendida como uma certa crítica à postura da Globo que, por muito tempo só dava espaço para homens em seus principais programas.

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“Eu nunca me imaginei na bancada do Jornal Nacional porque eu olhava para lá e só via homem, homem, homem e não via mulheres”, iniciou Fátima Bernardes. “Em um momento eu olhei para lá e vi uma mulher. Foi aí que pensei, ‘opa, se ela pode eu também posso”, completou a apresentadora do Encontro, fazendo referência à jornalista Lilian Witte Fibe, que foi a primeira mulher a ocupar a bancada como âncora do telejornal da Globo em 1996, após uma mudança de postura da emissora.

No tocante à fala de Fátima Bernardes e partindo para a questão da representatividade, os convidados do programa da Globo concordaram com ela e apontaram que a ideia de representatividade negra passa justamente nesse ponto em que pessoas negras tenham espaço para trabalhar na televisão e em outras profissões de destaque.

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Voltando à Fátima Bernardes, a apresentadora assumiu o comando do Jornal Nacional em 1998, após decisão da jornalista Lilian Witte Fibe em deixar o noticioso. Fátima assumiu a função de âncora ao lado de seu então marido William Bonner até 2011, quando decidiu mudar de área e migrou para o entretenimento da Globo, e passou a comandar o Encontro.

Já sobre a representatividade negra nas telinhas, a Globo vem mudando sua postura nos últimos anos e dando maior espaço para artistas negros em sua programação e na dramaturgia. Atualmente, Maria Julia Coutinho atua como âncora do Jornal Hoje, Érico Brás está no trio de apresentadores do Se Joga, e Gloria Maria continua sendo um dos principais nomes da emissora e, ao lado de Sandra Annenberg, comanda o Globo Repórter.

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