Após 19 anos, ex de Luciano do Valle quebra jejum e fala se foi 'empurrada' pelo profissional

11/03/2018 às 09:44 · Tempo de leitura: 3 minutos

Após 19 anos, ex de Luciano do Valle quebra jejum e fala se foi ‘empurrada’ pelo profissional

A narradora Luciana Mariano, ex de Luciano do Valle (Foto: Divulgação/ESPN)

Luciana Mariano entrou para a história da televisão brasileira ao ser a primeira mulher a narrar uma partida de futebol, uma profissão que é dominada por homens. Ex-esposa do saudoso narrador Luciano do Valle, falecido em 2014, ela rompeu um jejum de 19 anos ao narrar uma partida esportiva pela ESPN na última quinta-fera (8).

Muito se fala sobre o início de sua carreira, e a profissional fez questão de esclarecer tudo em entrevista ao site Notícias da TV. Muita gente acha que ela ganhou aquele tradicional “empurrão” do ex-marido para começar bem na profissão, o que Luciana nega.

Não virei narradora por causa do Luciano. Sequer namorávamos quando estreei. Estreei em 1997 e começamos a namorar em 1998. Comecei a me aproximar dele para entender melhor o trabalho e também para me aperfeiçoar. E aí pintou o clima (risos). Ficamos juntos até 2007, mas graças a Deus tivemos uma boa relação até o final”, contou.

A narradora ainda falou sobre a dificuldade que as mulheres enfrentam ao iniciar nesse tipo de carreira. Elas ainda não têm uma grande referência feminina para servir como fonte de inspiração na profissão.

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Nós não temos em quem nos espelhar. Quando comecei a narrar, eu não tinha para quem olhar, porque não tinha nenhuma mulher narrando. Então fica muito difícil. O cara que começar hoje tem o Galvão Bueno para se inspirar, o Luciano do Valle, um monte de referências, e a mulher não tem. Muitas vezes ela nem sabe que pode fazer isso”, disse.

Ela ainda contou o porquê de achar que a profissão é dominada por homens:

É um meio que foi construído socialmente como majoritariamente masculino. Você não vê uma mãe comprando uma bola para uma menina quando ela começa a andar. Acho que os meninos vão desenvolvendo esse gosto e automaticamente se desenvolvendo para esse meio. E isso se reflete no jornalismo esportivo. Os caras acompanham o futebol desde crianças e é natural que eles estejam inseridos nesse contexto ao longo da vida. É uma questão de construção social”, opinou.

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