Após internação de Anitta, infectologista faz alerta sobre infecções bacterianas
Foto: Dr. Klinger Faíco, médico infectologista / Divulgação / Foto: Reprodução / Instagram
Infecções desse tipo são comuns, mas resistência aos antibióticos pode torná-las letais, alerta o Infectologista Dr. Klinger Soares Faíco Filho
Após a repercussão do quadro de saúde da cantora Anitta, que precisou ser internada por conta de uma infecção bacteriana, especialistas reforçam a importância de entender e combater esse tipo de infecção, que pode afetar qualquer pessoa.
Infecções bacterianas ocorrem quando bactérias invadem o corpo e causam doenças. Elas podem acometer a pele, pulmões, trato urinário, intestino, sangue e diversos outros órgãos. Pneumonias, infecções urinárias, amigdalites e meningites estão entre os exemplos mais comuns.
“O tratamento geralmente é feito com antibióticos, mas o uso inadequado ou excessivo desses medicamentos tem gerado um problema crescente: a resistência bacteriana. Isso significa que infecções que antes eram simples agora podem se tornar graves e até fatais”, alerta o médico infectologista Dr. Klinger Soares Faíco Filho.
De acordo com um estudo global publicado na revista The Lancet e divulgado pela Pesquisa FAPESP, se nenhuma medida for tomada, cerca de 39 milhões de pessoas podem morrer até 2050 por infecções causadas por bactérias resistentes. Quase 10% dessas mortes devem ocorrer na América Latina.
“Vacinação, uso responsável de antibióticos, higiene básica e políticas públicas de vigilância e prevenção são ferramentas poderosas, e já disponíveis, para conter o avanço da resistência.”, explica Dr. Klinger Faíco.
O caso de Anitta chama a atenção, mas é também um lembrete: infecções bacterianas são parte do nosso cotidiano e precisam ser tratadas com informação, responsabilidade e ação.
Klinger Faíco é médico infectologista com título de especialista pela Sociedade Brasileira de Infectologia. Doutor em Infectologia pela UNIFESP e MBA em Gestão em Saúde, atua com foco no diagnóstico e tratamento de doenças infecciosas, incluindo HIV, hepatites virais e IST’s. Além disso, o infectologista é CEO do InfectoCast, e professor universitário, fundador e consultor em controle de infecção hospitalar na Consultoria IRAS.
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