Após retirar os seios, ou simplesmente passar por um processo de mastectomia há dois anos atrás, como medida preventiva para evitar o câncer, a atriz e cineasta Angelia Jolie anunciou nesta terça-feira (24), que se submeteu a uma cirurgia para retirada dos ovários e da trompa de Falópio.
A atitude da estrela de Hollywood, foi tomada mais uma vez como uma medida preventiva, já que ela tem históricos de famíliares com a doença.
Em um artigo publicado pelo New York Times, Angelica explica que tem uma mutação no gene BRCA1 que representa um risco de 87% de desenvolver câncer de mama e 50% de sofrer câncer de ovário.
“Eu estava planejando isso há algum tempo. É uma cirurgia menos complexa do que a mastectomia, mas seus efeitos são mais graves. Ela coloca a mulher na menopausa forçada. Então, eu estava me preparando fisicamente e emocionalmente, discutindo as opções com os médicos, pesquisando medicina alternativa, e mapeando os meus hormônios para substituição de estrogênio ou progesterona. Mas eu senti que ainda tinha meses para marcar a data”, conta Jolie.
Para quem não sabe, Angelina tem um longo histórico de mortes por câncer em sua família. Tanto sua avó, como a mãe foram vítimas de tal doença: “O câncer de ovário da minha mãe foi diagnosticado quando ela tinha 49 anos. Eu tenho 39.”
“Optei por manter meu útero porque o câncer nessa localização não é parte do meu histórico familiar.”
“Havia um pequeno tumor benigno em um ovário, mas não havia indícios de câncer em nenhum dos tecidos”, explica Angelina Jolie, casada com o ator Brad Pitt. “Sei que meus filhos nunca terão que dizer: ‘Mamãe morreu de câncer de ovário'”.

Angelina Jolie ao lado de sua mãe, Marcheline Bertrand, durante a pré-estreia do filme ‘Pecado original’, em julho de 2001, em Hollywood (Foto: REUTERS/Fred Prouser/Files)
“Eu passei pelo que eu imagino que milhares de outras mulheres sentiram. Eu disse a mim mesma para ficar calma, ser forte, e que não havia nenhuma razão para pensar que eu não viveria para ver meus filhos crescerem e para conhecer os meus netos”, relata.
“Liguei para o meu marido na França, que estava em um avião há horas. A coisa bonita sobre esses momentos na vida é que há tanta clareza. Você sabe para o que você vive e o que importa. É polarizador, e é pacífico”.
Angelina ainda revelou que se tratou com o mesma médica de sua mãe: “Sorrimos uma para a outra e concordamos que estávamos lá para lidar com qualquer problema.”
“Sei que meus filhos nunca terão que dizer: ‘Mamãe morreu de câncer de ovário'”, completa no artigo a atriz de Hollywood, que tem seis filhos, três biológicos e três adotados. “Agora estou na menopausa. Não serei capaz de ter mais filhos, e espero algumas mudanças físicas. Mas eu me sinto à vontade com o que virá, não porque eu sou forte, mas porque esta é uma parte da vida. Não é nada a ser temido.”
“Não é fácil tomar estas decisões. Mas é possível assumir o controle e enfrentar de frente qualquer problema de saúde. Você pode buscar aconselhamento, estudar as opções e tomar as decisões que são apropriadas para você. Conhecimento é poder”, concluiu a atriz.
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