Após trauma da morte de Domingos Montagner, Camila Pitanga recusou papel em Segundo Sol

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

04/05/2018 às 09:02 · Tempo de leitura: 3 minutos

Domingos Montagner e Camila protagonizam Velho Chico. (Foto: Reprodução)

Domingos Montagner e Camila Pitanga protagonizam Velho Chico (Foto: Reprodução)

Camila Pitanga recusou protagonizar a nova novela da Globo, Segundo Sol, após o trauma de Velho Chico, quando presenciou o companheiro de cena, Domingos Montagner, morrendo afogado. A atriz alegou que não está preparada para voltar às telinhas e, por isso, prefere ficar mais um tempo reclusa.

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O autor da novela, João Emanuel Carneiro, sempre quis Giovanna Antonelli para o papel, mas a emissora ficou com medo de ser alvo de campanhas nas redes sociais criticando a falta de representatividade negra em uma novela que se passa na Bahia, segundo o Notícias da TV.

Ainda de acordo com a publicação, além de Camila, Taís Araújo também foi especulada nos bastidores da emissora. No entanto, a esposa de Lázaro Ramos sequer foi chamada, já que estava trabalhando na nova temporada da série Mister Brau.

CAMILA PITANGA FAZ DESABAFO SOBRE IGUALDADE DOS NEGROS

A atriz Camila Pitanga fez um desabafo recentemente em entrevista para a revista Cosmopolitan e chamou atenção para as questões raciais no Brasil.

“Quando eu digo que a vida negra importa, não relativizo a vida dos brancos. Pelo contrário, estou convocando você à luta. Lembrando a você, irmão e irmã, o óbvio: que a vida do negro também importa e que estamos abandonados. Estou gritando por uma união que representa ‘socorro’ em um país onde todo jovem negro parece ter um alvo na testa”, falou.

Camila se mostrou indignada com as dificuldades enfrentadas pelos negros no país: “E se continuarmos nos calando, se não gritarmos que essas vidas importam, seguiremos enterrando nossos filhos. Negros excluídos em lugares sem o básico para sobreviver. A única mão que o Estado brasileiro estendeu à população negra, até o momento, é a que nos açoita. No meu país a cor da pele determina quem tem três vezes mais chance de ser assassinado. Que igualdade é essa? Ser brasileiro é exaustivo para todos nós. Ser brasileiro e negro é quase insustentável!”, afirmou.

 

 

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