Confira as regras e possíveis profissões que garantem a aposentadoria especial do INSS

Primeiramente, a aposentadoria especial do INSS garante um caminho mais rápido para o benefício aos trabalhadores que exercem atividades que colocam a saúde ou integridade física em risco ao longo dos anos.

Continua depois da publicidade

Por causa da exposição contínua a agentes nocivos, essa modalidade permite se aposentar com menos tempo de contribuição em comparação às regras tradicionais.

A comprovação ocorre por meio do Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP), documento obrigatório fornecido pelo empregador.

Continua depois da publicidade

De acordo com o governo federal, no documento constam informações detalhadas sobre o ambiente de trabalho e a exposição do profissional a fatores prejudiciais, como:

  • Ruído excessivo
  • Calor intenso
  • Agentes químicos
  • Agentes biológicos
  • Eletricidade
  • Umidade
  • Situações de periculosidade

Ou seja, sem o PPP corretamente preenchido e assinado, o INSS pode negar o pedido do benefício, mesmo que o trabalhador tenha atuado em condições insalubres.

Como solicitar a aposentadoria especial do INSS?

Desse modo, quem deseja se aposentar por essa modalidade precisa cumprir dois requisitos básicos:

Continua depois da publicidade
  • Carência mínima de 180 contribuições mensais
  • Tempo total de contribuição em atividade especial, que varia conforme o grau de risco

Grau de riscos:

  • 15 anos para atividades de alto risco
  • 20 anos para risco moderado
  • 25 anos para risco baixo

Mudança após a Reforma da Previdência

A Emenda Constitucional nº 103, aprovada em setembro de 2019, alterou as regras da aposentadoria especial.

De acordo com o governo, para quem passou a cumprir os requisitos após a reforma, além da carência e comprovação da exposição, também é exigida a idade mínima:

Continua depois da publicidade
  • 15 anos de exposição: idade mínima de 55 anos
  • 20 anos de exposição: idade mínima de 58 anos
  • 25 anos de exposição: idade mínima de 60 anos

No entanto, os segurados que não tinham completado todos os requisitos até 13 de novembro de 2019 entram na regra de transição.

Ou seja, a modalidade exige uma pontuação mínima, que soma idade, tempo de contribuição e tempo de exposição:

  • 15 anos de exposição: 66 pontos
  • 20 anos de exposição: 76 pontos
  • 25 anos de exposição: 86 pontos

Profissões que podem dar direito à aposentadoria especial

De acordo com o advogado previdenciário Fernando Zaccaro, em seu site oficial, diversas profissões podem garantir acesso à aposentadoria especial.

Porém, é importante lembrar: o cidadão só garante a aposentadoria especial através de documentos que comprovem os riscos.

Engenheiros

Dependendo da área de atuação, engenheiros podem se enquadrar no benefício, especialmente aqueles expostos a riscos físicos e químicos, como:

  • Engenheiros civis
  • Engenheiros metalúrgicos
  • Engenheiros de minas

Profissionais da saúde

Além disso, trabalhadores da área da saúde frequentemente atuam em ambientes com alto risco biológico e químico, como:

  • Médicos
  • Enfermeiros
  • Técnicos de enfermagem
  • Radiologistas

Bombeiros

Bombeiros enfrentam calor extremo, fumaça tóxica, explosões e situações de alto risco diariamente.

Mineiros de subsolo

Trabalhadores que atuam em minas subterrâneas lidam com gases tóxicos, poeira mineral e risco de desabamento, fatores que aceleram o desgaste da saúde.

Profissionais expostos a agentes químicos

Além disso, podem ter direito ao benefício aqueles que trabalham com substâncias altamente nocivas, como:

  • Químicos industriais
  • Toxicologistas
  • Trabalhadores expostos a amianto, mercúrio ou chumbo