Aquilo que parecia mas deixou de ser
O programa A Liga, da TV Band, inaugurou este ano um ibope que até bateu a TV Globo.
O pessoal da TV Band comemorou.
O segundo programa perdeu 60% do ibope.
O pessoal já não comemorou mais.
O primeiro programa discorreu sobre o assassinato do MC Daleste, que foi um assunto que deu ibope em todos os programas que o abordaram.
Ou seja, não foi A Liga que deu bom ibope no primeiro programa, mas exclusivamente o conteúdo.
A arte de um bom programa está na sua produção buscar bons temas, na sua direção saber dirigir e a apresentação ter carisma.
Mesmo que não se tenham bons produtos em todos os programas, um bom apresentador saber fazer a grande diferença, cativar o povo e manter o ibope bom.
É o caso típico de Marcelo Rezende, que sabe contar a história de uma maneira que o povo se interesse por ela.
A Liga, aliás, tem um formato igualzinho ao programa do Cabrini.
Mas o Cabrini sabe selecionar sempre temas polêmicos e sempre soube mostrá-los de uma maneira a ter um dos melhores ibopes do SBT.
O que a gente constata de maneira inequívoca é que mais importante do que um produto de televisão é quem o faz e sabe fazer.
Texto: James Akel
As opiniões expressas aqui são de responsabilidade do autor do texto, e não reflete a opinião do site TV Foco.
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