Histórias de bastidores revelam como cartas, entrevistas e diários de ícones da cultura pop anteciparam tragédias que chocaram o mundo da música
O universo da música é frequentemente marcado por trajetórias intensas que, de forma melancólica, terminam de forma bem precoce.
Contudo, ir além das composições e antecipar o próprio destino em declarações públicas ou conversas íntimas revela um aspecto misterioso na história de grandes ícones da cultura pop.
De acordo com informações da Revista Rolling Stone, cartas, entrevistas e últimas palavras arrepiantes mostram que alguns dos maiores artistas do mundo, de fato, conseguiram, de alguma forma, prever o próprio fim.
1. Bob Marley
Considerado um guia espiritual por sua legião de fãs, o astro jamaicano manifestava intuições profundas desde a infância, características detalhadas por sua mãe, Cedella Booker, em relatos biográficos.
Aos 24 anos, Marley confidenciou a amigos próximos a certeza de que viveria apenas até os 36 anos.
Posteriormente, a profecia se cumpriu em maio de 1981, quando o ícone do reggae faleceu em decorrência de um câncer generalizado, exatamente na idade prevista.
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2. Michael Jackson
As últimas semanas de vida do Rei do Pop foram cercadas de tensão e pressentimentos sombrios. Amigos íntimos relataram ao jornal britânico The Guardian que o cantor escreveu cartas expressando o temor de ser assassinado por interesses financeiros de terceiros.
Em entrevista histórica concedida a Oprah Winfrey, sua ex-esposa Lisa Marie Presley confirmou o pavor constante do artista.

Ele faleceu em 25 de junho de 2009 por overdose de propofol administrada por seu médico, Conrad Murray.
3. John Lennon
O eterno Beatle carregava uma forte convicção de que sua vida seria interrompida cedo.
Freda Kelly, ex-secretária da banda, revelou em depoimento ao The Guardian que Lennon afirmava abertamente não acreditar que passaria dos 40 anos.
Anos antes, em uma entrevista de 1965 para a revista Newsweek, o músico chegou a prever que o grupo terminaria sendo alvo de uma queda de avião ou baleado por “algum louco”.
Lennon completou 40 anos em outubro de 1980, mas foi assassinado a tiros por um fã em dezembro do mesmo ano.

4. Amy Winehouse:
A voz marcante do soul britânico tinha plena consciência dos rumos autodestrutivos de sua rotina.
Alex Foden, estilista, cabeleireiro e amigo pessoal da cantora, revelou em entrevistas ao The Mirror e ao Daily Mail que Amy mencionava frequentemente que morreria jovem.
Além disso, ela afirmava que faria parte do trágico “Clube dos 27”.

A artista faleceu em julho de 2011, aos 27 anos, vítima de uma intoxicação por álcool após um período de abstinência.
Assim, acabou unindo-se ao grupo de astros como Kurt Cobain e Jimi Hendrix.
5. Jeff Buckley:
A obra poética de Jeff Buckley acabou antecipando seu trágico fim de forma milimétrica.
Em 1994, o cantor lançou o aclamado álbum Grace, que trazia a faixa “Dream Brother”, uma composição melancólica cuja letra descreve detalhadamente um afogamento.
Três anos depois, em maio de 1997, o músico faleceu afogado aos 30 anos após dar um mergulho espontâneo nas águas de um canal do Rio Mississippi.

6. Mac Miller:
O rapper norte-americano utilizou a arte visual para deixar mensagens explícitas sobre sua mortalidade.
No videoclipe oficial do single “Self Care”, lançado poucas semanas antes de sua morte, Miller aparece deitado dentro de um caixão de madeira.
Ademais, ele entalhou na tampa a expressão em latim “Memento Mori” (Lembre-se de que você vai morrer).
O cantor, que travava batalhas públicas contra a dependência química, faleceu em setembro de 2018 devido a uma overdose acidental.
O que aconteceu com DJ Avicii?
O esgotamento físico e mental causado pela engrenagem da indústria da música eletrônica foi o estopim para o desabafo do DJ sueco Tim Bergling (DJ Avicii).
No documentário Avicii: True Stories, lançado em 2017, o produtor declarou de forma enfática que a pressão das turnês e a ansiedade extrema iriam matá-lo caso ele não parasse de fazer shows.

Em abril de 2018, apenas um ano após o alerta, a polícia encontrou o jovem artista morto em um resort em Omã.
Sua família confirmou posteriormente que ele havia tirado a própria vida.
Mas, se você quiser saber mais casos similares, clique aqui*.
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Autor(a):
Lennita Lee
Jornalista com formação em Moda pela Universidade Anhembi Morumbi e experiência em reportagens sobre economia e programas sociais. Com olhar atento e escrita precisa, atua na produção de conteúdo informativo sobre os principais acontecimentos do cenário econômico e os impactos de benefícios governamentais na vida dos brasileiros. Apaixonada por dramaturgia e bastidores da televisão, Lennita acompanha de perto as movimentações nas principais emissoras do país, além de grandes produções latino-americanas e internacionais. A arte, em suas múltiplas expressões, sempre foi sua principal fonte de inspiração e motivação profissional.



