Astro de Vamp assume luta contra drogas e o que vive após sumir da Globo: “Rigorosamente todas”

Astro que foi essencial para a novela Vamp, da Globo, revela como está sua vida fora dos holofotes e a luta contra o uso de drogas.

17/07/2025 às 06:45 · Tempo de leitura: 9 minutos

Astro de Vamp revela luta contra as drogas e como vive agora (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Globo)

Da revolução nas novelas à luta silenciosa: Astro que foi essencial para a novela Vamp revela como está sua vida fora dos holofotes e a luta contra o uso de drogas

Durante anos, um nome ilustre figurou entre os pilares da teledramaturgia brasileira. Dono de uma assinatura própria, ele imprimiu irreverência e ousadia em títulos que mudaram o ritmo das novelas da Globo.

Trata-se de Antônio Calmon, o qual estava por trás de Vamp (1991), uma das novelas mais emblemáticas e lembradas com carinho até hoje pelos amantes de histórias de vampiros.

Para quem não se lembra, a história girava em torno da misteriosa Natasha (Claudia Ohana), a qual tinha um sonho de se tornar um grande nome do Rock, mas, em nome desse sonho, acabou se envolvendo com Vlad (Ney Latorraca), sem saber na trama sombria que a aguardava.

Cena da novela Vamp com Cláudia Ohana, Ney Latorraca e Guilherme Leme (Foto Reprodução/Globo)

Inclusive, a marca de Calmon era o pop, o místico, o urbano, o jovem – elementos cruciais da cena underground.

Foi dele o roteiro que colocou vampiros no horário nobre com audiência explosiva, além de temas como:

  • Astrologia;
  • Liberdade sexual;
  • Contracultura.

Seu texto conversava com uma juventude que raramente se via retratada na TV.

Além disso, ele também fez parte de Top Model (1989), Olho no Olho (1993), Cara & Coroa (1995) e Corpo Dourado (1998).

Mas, fora das telas, ele encarava dramas que jamais transformou em ficção.

Hoje, aos quase 80 anos, o ex-autor da Globo rompe o silêncio sobre os bastidores de sua vida, sobre vícios, saúde mental e a difícil aceitação da velhice após sumir da emissora.

Um passado psicodélico e a lucidez no presente

Antônio Calmon, em entrevista exclusiva ao portal NaTelinha em 2025, contou sem rodeios que enfrenta problemas de saúde desde 2020, mas mantém a lucidez intacta.

Reconheceu, no entanto, que não pretende voltar à televisão e, com coragem, falou da relação com drogas, sua luta e das marcas que carrega do passado:

“Demorei a aceitar a velhice e a cuidar de mim. Nunca fui dependente do álcool, do qual sempre tive pouca tolerância. Em compensação, tenho um longo histórico como usuário de drogas. Experimentei todas, rigorosamente todas, menos as plebeias, como crack e ice” – Afirmou ele.

A declaração ecoa com a franqueza de quem já não teme julgamento. O autor não se coloca como vítima, mas como alguém que viveu com intensidade — e pagou o preço.

O preço e a falta de arrependimento:

Em outro trecho da entrevista, Calmon rejeita a ideia de arrependimento. Com honestidade, admite os aprendizados e também os danos causados por algumas escolhas:

“Não me arrependo. Aprendi com algumas. Outras só me fizeram perder tempo, saliva e sono. Ou me libertaram da carapaça de um artista burguês, que fala de coisas que nunca viu nem viveu.”

A frase sintetiza uma visão crítica da própria trajetória artística.

O autor enxergava na experiência — mesmo a mais áspera — uma ferramenta de autenticidade.

Mas, ao falar de drogas, ele evita o discurso moralizante e seu olhar é de análise, não de vitimização.

Antônio Calmon antes e agora em 2025 (Foto Reprodução/Montagem/Tv Foco/Instagram/Globo)

O colapso, a depressão e o afastamento

Apesar da aparente leveza ao relatar o passado, Calmon também revelou o momento em que o desgaste cobrou a conta:

“Pois bem, fui drogado, mas nunca viciado. Largava uma e pulava para outra, sem hesitar, até a pior de todas: o cigarro. Nunca parei de trabalhar, desde os 16 anos. Até que todas acabaram e eu encarei a depressão. Depois veio tudo ladeira abaixo.”

A fala é crua e o ritmo frenético que manteve por décadas, aliado ao uso recorrente de substâncias, culminou num quadro de esgotamento profundo.

Foi esse colapso que o levou a se afastar do ambiente que dominou por tantos anos: os estúdios, os roteiros, as salas de roteiro da Globo.

Como vive Antônio Calmon em 2025?

Longe dos holofotes, Antônio Calmon vive hoje um cotidiano discreto.

Apesar das limitações físicas, conserva clareza mental e segue escrevendo, mas sem intenção de voltar à televisão.

Em entrevistas recentes, reforçou que seu ciclo como novelista se encerrou. Mora recluso, com apoio familiar e cuidados médicos regulares.

Não dramatiza sua saída da TV: encara como um fim natural, após décadas de protagonismo na dramaturgia brasileira.

Conclusão:

Em suma, a história de Antônio Calmon é mais do que a de um autor talentoso.

É a trajetória de alguém que moldou uma era na TV, mas que agora enfrenta, com lucidez e honestidade, as consequências de uma vida vivida em excesso.

Ao se afastar da ficção, Calmon revela a mais difícil das narrativas: a de si mesmo. E essa, ele conta sem filtros.

Mas, para saber mais sobre outras histórias sobre outros nomes, famosos e bastidores de novelas, clique aqui*.

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