Ator da Globo se assume gay após anos e fala abertamente sobre o assunto: “Conheci corpos gays”

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

28/08/2022 às 20:00 · Tempo de leitura: 3 minutos

Ator da Globo (Foto: Divulgação)

Marco Pigossi se assumiu gay no ano passado 

No ano passado, o ator Marco Pigossi, de 33 anos de idade, se assumiu gay de forma pública. Sendo assim, acabou se livrando do estereótipo de persona hétero, no qual foi imposto a ele.

De acordo com o próprio ator, o processo de se descobrir gay foi algo que bem complicado, afinal, foi cercado de solidão e sofrimento.

Durante uma entrevista ao jornal ‘O Globo’, Marco Pigossi afirmou que na escola e em casa, se escondia. Com os pais, o ator disse que nunca chegou a ter muita abertura para falar sobre o assunto, o que acabou lhe causando solidão nesse período.

“Eu rezava, pedia a Deus para me consertar. A homofobia é tão enraizada que, por mais que a gente assuma, ainda vai lidar com o preconceito interno. Vesti a máscara heterossexual, sempre fui observado pela beleza”, começou ele.

Continuou: “Fiz esse personagens hétero para me esconder, o que deixou minha vida mais confortável. Eu sou branco, privilegiado, classe média, filho de médicos. Imagina quem está na favela, é negro…”.

Ainda durante a entrevista, o ator revelou que sua salvação aconteceu quando começou a fazer teatro.

“Conheci corpos gays ali. Era um alívio deixar de ser eu. O que era uma fuga, mas carregada de carga cultural, do despertar como pessoa”, disse ele.

MAIS SOBRE O ASSUNTO

Marco Pigossi também falou abertamente sobre o quão fundamental é fazer as pazes com você mesmo para conseguir se aceitar e viver tudo o que há para viver de forma natural.

“A pessoa que se aceita e está feliz com o que é, conhece uma força enorme. Se sente com poder para ocupar espaços. E o encontro com a comunidade é uma corrente bonita, a gente se sente fortalecido”, começou o ator.

E continuou: “Porque, no fundo, o que a gente mais quer é pertencer. Como homossexual, sentia que não pertencia a nenhum grupo. Todos os corpos passam por isso. E quando passam a pertencer… é do car@lh*”.

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