O Outro Lado do Paraíso (Foto: Reprodução)

O Outro Lado do Paraíso (Foto: Reprodução)

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Caio Paduan já admitiu estar surpreso com a repercussão do casal Bruno, seu personagem em O Outro Lado do Paraíso, e Raquel (Erika Januza). Seja nas ruas ou nas redes sociais, o ator tem sido abordado por fãs que torcem para que os dois fiquem juntos.

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Na trama de Walcyr Carrasco, eles foram separados por Nádia (Eliane Giardini), mãe do rapaz, que não aceitava o relacionamento do filho com uma doméstica negra. O fato é bastante comum nas diversas camadas da sociedade brasileira.

Na imagem, céu azul e mar claro de fundo, Mulher negra abraça homem, ambos estão sorridentes em bastidor de "O Outro Lado do Paraíso"

Erika Januza e Caio Paduan interpretam Bruno e Raquel (Foto: Divulgação/Globo)

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Ao vivo no Encontro desta terça-feira, 21 de novembro, Caio Paduan revelou que namorou uma negra quando era mais jovem e disse que não entendia o preconceito das pessoas. “Já [namorei] bem novinho. É engraçado porque eu não entendia os olhares, as perguntas. Foi meio maluco. De parentes distantes eu ouvi piadinhas”, comentou.

O ator se emocionou ao lembrar que sua irmã namora um negro e lamentou pelos dois sofrerem com o racismo.  “A Sabrina namora o Anderson. Acho essencial falar a história dos dois. Eu fico triste, é horrível o que eles escutam, o que ele escuta, ela escuta junto”, disse.

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O ator aproveitou ainda para confessar que não entende essa segregação que as pessoas fazem sem perceber que são racistas. “Acho um tanto maluco essa história de aceitar. Aceitar o que, gente? É um ser humano, tanto quanto você. Respeito e pronto”.

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Em conversa com o “Vídeo Show”, Marieta revelou ficar pra baixo com a maldade de sua personagem, Sophia, que rejeita a filha por ter nanismo.  “Na preparação [para a novela] eu sofri muito, foi um chororô danado eu e a Juliana. Com a personagem, a gente tem um escudo. Eu, Marieta, jamais tomaria essa atitude”, garantiu ela.

Ainda na conversa, Marieta disse que ficou ainda mais surpresa ao estudar os casos de rejeição: “O Walcyr [Carrasco, autor] se baseou em muitas pesquisas, e eu também li muito a respeito. Existem mães que tem essa recusa, essa dificuldade de aceitar quando o filho não vem da maneira como está esperando”, contou.