Ator de Quem Ama Cuida da Globo, lamenta a morte do pai após acidente aéreo e desabafa sobre a dor de um falecimento precoce

A participação de Romulo Arantes Neto na novela Quem Ama Cuida, da Globo, colocou novamente seu nome em evidência na televisão. O trabalho marcou mais um capítulo da trajetória artística do ator, que construiu sua própria carreira sem deixar de carregar um sobrenome conhecido pelo público brasileiro. No entanto, desta vez, não foi apenas o personagem vivido por ele que chamou atenção.

Continua depois da publicidade

Em uma entrevista recente, Romulo abriu espaço para falar sobre um tema muito mais pessoal: a morte de seu pai, Rômulo Arantes, e a importância que seu padrasto, Otavio Muller, teve em sua formação. Ao relembrar acontecimentos que marcaram sua infância e adolescência, o ator compartilhou reflexões sobre perda, superação, família e a forma como essas experiências moldaram sua maneira de enxergar a vida.

Ator Romulo Arantes Neto em Quem Ama Cuida (Foto: Reprodução / Globo)
Ator Romulo Arantes Neto em Quem Ama Cuida (Foto: Reprodução / Globo)

A história do ator carrega um dos episódios mais dolorosos de sua trajetória. Filho do ex-nadador olímpico e também ator Rômulo Arantes, Romulo tinha apenas 13 anos quando perdeu o pai em um acidente com uma aeronave ultraleve, em junho de 2000. O caso teve grande repercussão na época porque Rômulo Arantes era uma figura conhecida tanto no esporte quanto na televisão.

Continua depois da publicidade

Antes de se dedicar à dramaturgia, ele representou o Brasil em competições internacionais de natação e conquistou resultados históricos para o país. Depois, migrou para a carreira artística e participou de novelas que marcaram época. Sua morte aconteceu de forma repentina, deixando familiares, amigos e admiradores em choque.

Ao falar sobre a perda, Romulo mostrou que transformou a dor em aprendizado. Segundo o ator, a ausência do pai o levou a desenvolver uma visão diferente sobre o tempo e sobre a importância de aproveitar cada momento da vida.

Continua depois da publicidade

“É olhar o copo meio cheio. Através da perda do meu pai, eu aprendi a buscar algo positivo na dor, na ausência. Busquei ser uma pessoa melhor, acabei, naturalmente, sendo uma pessoa mais forte e resiliente e alguém que de fato vai atrás dos seus objetivos. A morte de pessoas amadas nos traz muita noção da finitude da vida. Entendemos que o tempo é curto e que pode ser mais curto ainda, dependendo de um incidente como um falecimento precoce. Eu vivo muito a vida e o presente. Eu não deixo para fazer amanhã o que eu posso fazer hoje.”

Ator Romulo Arantes Neto na novela Quem Ama Cuida (Foto: Reprodução)
Ator Romulo Arantes Neto na novela Quem Ama Cuida (Foto: Reprodução)

A palavra “resiliência”, citada pelo ator, significa a capacidade de enfrentar momentos difíceis e seguir em frente mesmo diante de grandes desafios. Para muitas pessoas, o luto pode gerar mudanças profundas na forma de pensar e agir. No caso de Romulo, essa experiência ajudou a construir uma postura mais focada no presente e nos próprios objetivos.

Continua depois da publicidade

Essa não foi a primeira vez que o ator falou sobre o impacto da morte do pai. Em outras entrevistas, ele revelou que enfrentou um período bastante difícil durante a adolescência e que encontrou nos esportes uma forma de lidar com a dor. Segundo ele, a prática esportiva funcionou como uma espécie de válvula de escape durante os anos mais complicados do processo de luto.

Com o passar dos anos, outra figura ganhou espaço importante em sua vida. Otavio Muller passou a integrar a família após se casar com Adriana Junqueira, mãe de Romulo. A convivência se fortaleceu ao longo do tempo e criou um vínculo que ultrapassou a relação formal entre padrasto e enteado. Atualmente, o ator afirma que enxerga Otavio como um segundo pai.

Continua depois da publicidade

Durante a entrevista, Romulo fez questão de destacar a influência que o padrasto teve não apenas em sua vida pessoal, mas também em sua carreira.

“O Otavio tem um papel fundamental na minha vida, primeiro por ser meu padrasto já há 30 anos. E ele representa também um papel muito importante na minha vida artística. É uma pessoa que, obviamente, se tornou um segundo pai e que sempre foi uma referência para mim no lugar artístico. Porque a paixão dele, a entrega para esse universo do ator e da dramaturgia, é muito grande. Ele sempre vai me motivar a nunca largar essa profissão. Nos conectamos muito nesse lugar. Existe uma admiração e um respeito mútuo entre a gente nesse lugar do artístico, fora o familiar. É uma relação muito legal e que só melhora com o tempo.”

A declaração evidencia como a relação entre os dois se consolidou ao longo das décadas. Mais do que compartilhar o mesmo ambiente familiar, eles também desenvolveram uma conexão profissional. Como Otavio já possuía uma carreira consolidada na dramaturgia, tornou-se uma referência importante para Romulo em diversos momentos.

Mesmo investindo em projetos empresariais nos últimos anos, o ator deixou claro que a atuação continua ocupando um espaço especial em sua vida. Segundo ele, a paixão pela dramaturgia permanece forte e segue influenciando suas decisões profissionais.

Ator Romulo Arantes Neto em Quem Ama Cuida (Foto: Reprodução)
Ator Romulo Arantes Neto em Quem Ama Cuida (Foto: Reprodução)

Ao olhar para o próprio passado, o ator reconhece que tanto a memória do pai quanto a presença constante do padrasto ajudaram a construir os valores que carrega atualmente. De um lado, existe a lembrança de Rômulo Arantes e das lições deixadas durante a infância. Do outro, há a convivência com Otavio Muller, que se transformou em uma importante referência familiar e artística.

A trajetória do ator mostra como diferentes experiências podem moldar uma pessoa ao longo da vida. Entre a dor da perda e a construção de novos vínculos, Romulo Arantes Neto encontrou formas de seguir em frente, preservar a memória do pai e valorizar aqueles que estiveram ao seu lado durante os momentos mais importantes de sua caminhada.