Famoso ator global expõe sexualidade e dispara: "Seria desonesto esconder"

Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.

09/07/2022 às 11:28 · Tempo de leitura: 3 minutos

Ator Johnny Massaro expõe sexualidade publicamente ao dar vida a um personagem gay  - Reprodução

Ator Johnny Massaro expõe sexualidade publicamente ao dar vida a um personagem gay

O ator da atual novela das seis da Globo, Além da IlusãoJohnny Massaro também é destaque nas telonas com o longa Os Primeiros Soldados. Johnny Massaro interpreta um personagem gay, e devido isso, o ator resolveu abrir o jogo sobre sua sexualidade ao aceitar fazer parte do projeto.

No filme, Johnny vive ume studante de biologia que descobre ser portador do vírus HIV na década de 80, então, quando a Aids se espalhava de forma avassaladora pelo mundo.

Johnny Massa concedeu uma entrevista ao POPLine, e explicou o motivo que o levou  a falar abertamente sobre sua orientação sexual na época em que o longa estreou internacionalmente.

“O momento da estreia do filme, quando a gente foi para a Alemanha, coincidiu com o momento em que tornei pública a questão da sexualidade. Quando o filme estreou, a gente fez vários debates. Foi providencial”, iniciou Johnny Massaro, que namora o o advogado e amigo de infância João Pedro Accioly.

O ator também falou que seria muito hipocrisia viver um personagem gay e esconder a própria sexualidade do público. “Eu não poderia falar sobre esse filme se eu não pudesse falar publicamente sobre a minha sexualidade. Seria incoerente e desonesto da minha parte interpretar um personagem gay, ser gay e esconder isso. Não faria sentido”, completou.

Ator Johnny Massaro expõe sexualidade publicamente ao dar vida a um personagem gay  – Reprodução

Carreira internacional

“Deveria ser 50% de salas para cinema nacional. As pessoas vão consumir o que a gente oferecer pra elas. Se a gente oferecer o Thor e o Homem-Aranha, fica injusto. É o básico uma espécie de política que proteja o nosso cinema, que é proteger nossa cultura, nosso povo, nossa língua e nossa história”, o ator diz ao POPline.

“Estou chutando 50%, mas talvez fosse 60%, 70%, não sei. Posso estar enganado, mas a França faz isso: seleciona uma quantidade de salas para que a coisa possa existir, porque assim fica ingrato, inglório, impossível. Os caras têm muito dinheiro. O orçamento para fazer um ‘Thor’ deve ser no mínimo dez ‘Os Primeiros Soldados’. O dinheiro de publicidade que esses filmes tem é absurdo. É impossível. A gente precisa entender a importância de proteger o que é nosso. É construir um país que tem orgulho de si mesmo”, completa Johnny.

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