Atriz com nanismo lamenta não ter namorado e faz revelação sobre gravações: ‘Marieta Severo veio chorando’
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Atriz com nanismo lamenta não ter namorado e faz revelação sobre gravações: ‘Marieta Severo veio chorando’
Juliana Caldas está em O Outro Lado do Paraíso (Foto: Reprodução)
A atriz Juliana Caldas fez sua estreia nas novelas já com direito a triângulo amoroso na próxima fase de O Outro Lado do Paraíso.
A trama avançará 10 anos no tempo, e sua personagem será disputada por Amaro (Pedro Carvalho) e Juvenal (Anderson Di Rizzi). “Fico feliz pela Estela, que vai ter alguém, enquanto eu ainda não tenho”, lamenta a atriz em entrevista para o jornalista Daniel Castro.
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Sem namorado na vida real, ela declara que mostrar o amor é sempre bem-vindo. Juliana trabalhava com teatro infantil até passar nos testes para a novela. A mãe dela possui estatura normal, mas seu pai e irmão têm nanismo.
“Nunca tive problemas em casa, mas a gente vive o preconceito na sociedade. É a acessibilidade que não existe, o que para mim é um preconceito, o pessoal caçoar de você por ser anã, debochar. Não tem problema me chamar de anã, o problema é o tom pejorativo que alguns usam”, comenta.
Chamada de “monstrengo” pela mãe fictícia, Sophia (Marieta Severo), Juliana conta que mexeu com seu emocional as primeiras cenas e faz revelação sobre os bastidores da trama com a veterana.
“Dói. Durante as preparações, teve uma vez em que eu ouvi a Marieta falar e fiquei mal. Ela começou a falar coisas absurdas, eu comecei a chorar, sentindo aquilo que ela estava falando. No final, a Marieta veio chorando porque, para ela, também doeu falar. Foi tudo lindo. Era isso que a gente precisava para começar a interpretar”, declara.
A atriz diz ainda que Estela é a pessoa mais sensata daquela família, o que mostra que ser anã é também ser uma pessoa normal. “O jeito que ele [o autor] aborda a personagem, é algo muito real. Sem caricatura. Falar do nanismo é mostrar que somos pessoas que têm uma deficiência, mas antes de tudo, somos seres humanos”, opina.
Além de Juliana, o ator Pedro Carvalho adianta que ele será como um príncipe de conto de fadas. Seu personagem formará um triângulo amoroso com Estela e Juvenal (Anderson di Rizzi).
O intérprete entra na segunda fase como Amaro, um português que chegará ao Jalapão para negociar pedras preciosas no garimpo de Sophia. A essa altura da trama, Estela estará morando em uma casa que a mãe construirá lá.
Ele descobrirá a história de rejeição da filha de Sophia e iniciará uma amizade com a moça. Ela, por sua vez, estará namorando com Juvenal, um lapidador de pedras preciosas interpretado pelo ator Anderson Di Rizzi.
“Entro na segunda fase, a partir do capítulo 34. Faço um cara que chega de Portugal, galanteador, muito romântico. A personagem da Juliana Caldas vê nele um príncipe encantado da Disney, e ele chama a atenção das mulheres. É interessante o autor ter escrito um cara que se apresenta de forma lúdica e tem um romance com uma pessoa que ninguém considera normal”, diz Carvalho.
O ator português esteve em Escrava Mãe, da Record, no ano passado, e conseguiu o papel na novela da Globo assim que voltou para o Brasil em junho deste ano. “Meu personagem é um presente porque também é muito polêmico, misterioso, além desse triangulo amoroso que vai dar o que falar”, opina.
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