Atriz da Globo ficou sozinha após perder os familiares

Maria Cláudia nasceu no Rio de Janeiro, no dia 9 de outubro de 1949, e em 1978, foi eleita pelo ‘Fantástico’, da Globo, a mulher mais bonita do Brasil.

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Na época, a atriz viveu grandes personagens nas novelas da Globo, mas a atriz já está longe da telinha faz alguns anos.

Afinal, a carreira da artista teve uma reviravolta bem grande ao descobrir que possuía um problema nas cordas vocais, que ao longo do tempo acabou se agravando mais, a deixando completamente sem voz.

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Em uma entrevista ao Jornal ‘O Globo’, a atriz da Globo falou um pouco mais sobre o momento de sua vida.

“Disseram-me que foi câncer, mas eu só sei que eu perdi meu pai, minha melhor amiga, que eu considerava uma irmã de sangue, e minha mãe, um depois do outro. Minha mãe morreu em 28 de agosto de 1984”, começou ela.

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E continuou: “Pensei que fosse a última perda, mas no réveillon daquele ano, fiquei sem a voz. E era tudo emocional. Afinal, tinha perdido tudo que eu tinha na minha vida. Sou filha única. Fiquei sozinha”.

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Para que tudo voltasse ao normal, precisou de anos de tratamento, mas a atriz da Globo conseguiu. Em 1992, fez parte do elenco de ‘Deus nos Acuda’, de Silvio de Abreu, onde deu vida à personagem Kelly, que era uma perua.

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Porém após esse trabalho, Maria Cláudia explicou, ainda na entrevista, o motivo pelo qual não conseguiu mais trabalho na Globo e foi esquecida.

“Não pintou mais convites, mas não sei o motivo. Tenho, inclusive, o maior carinho por todos na Globo. Mas, como não me chamavam, e pedra que não rola cria limo, pensei que estava na hora de correr perigo. Nascer, viver e morrer no mesmo lugar é muito limitado”, ressaltou a atriz.

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Vale ressaltar que sua voz nunca mais voltou ao que era antes, mesmo tento se recuperado da doença.

“Eu voltei com a voz rouca, mas tem tanta atriz assim, né? Não sou o tipo de pessoa que fica chateada e magoada. Achei que a vida estava me colando para fazer mais teatro. Acredito em desígnios”, começou ela.

E continuou: “E aprendi que as portas se fecham, mas também se abrem. Quem fica magoado fica com a energia estagnada. Não quero raiva, mágoa, esses sentimentos dentro de mim”.

Atualmente, Maria Cláudia tem 72 anos de idade e vive sozinha no Rio de Janeiro.