Autor da Globo revela porque a emissora odeia Bolsonaro e revela verdadeira posição política do canal
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Zorra costuma fazer sátiras direcionadas ao presidente Bolsonaro na Globo (Foto: Reprodução)
Zorra costuma fazer sátiras direcionadas ao presidente Bolsonaro na Globo (Foto: Reprodução)
Autor do Zorra, Edu Krieger surpreendeu ao revelar a verdadeira posição política da Globo e explicou as sátiras de seu programa a Bolsonaro
Nesse primeiro ano de governo Bolsonaro, a Globo bateu de frente com o presidente, que nunca mostrou simpatia pelo canal carioca desde a campanha. Adotando uma postura bastante imparcial no jornalismo, o canal reservou sua artilharia para o humor, que criticou as ações do presidente desde o extinto Tá no Ar até o atual Zorra, que tem como um dos autores / roteiristas Edu Krieger.
As inúmeras sátiras já exibidas pelo Zorra em tom crítico fizeram muita gente questionar o porquê de a Globo bater tanto em Bolsonaro. Algumas pessoas, inclusive, chegaram a insinuar que a emissora odeia Bolsonaro, o que nunca foi comprovado. O autor, no entanto, deu uma pista do que pode explicar as sátiras: ele revelou que há um predomínio de progressistas na equipe do programa e ninguém de extrema-direita.
O autor Edu Krieger, do Zorra (Foto: Reprodução)
“Esses caras [da extrema direita] não enxergam a diferença de classes. Não entendem o racismo como um problema estrutural, nem acham que a mulher está em posição subalterna na sociedade. Para eles, não há oprimidos e opressores. Então, defendem que bater em índio, em deficiente, é o mesmo que bater em qualquer um, pois são todos humanos”, contou o autor.
Edu, inclusive, revelou que a Globo avançou ao dar mais espaço a roteiristas negros nas equipes. “Será que podemos usar atores negros como alvo de piadas em que o assunto não é o racismo? O negro pode fazer o marido corno, ou o político corrupto? Com roteiristas negros na equipe, esse tipo de dúvida acaba. Antes, mesmo nos quadros que denunciavam o racismo, a piada final ficava sempre na voz do branco. Isso mudou.”
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