
Angelo Paes Leme viveu Nandinho na primeira temporada da série A Lei e o Crime (Foto: Reprodução)
A Record passou a reprisar nessa semana a série A Lei e o Crime, um dos maiores sucessos da emissora no gênero. Um dos autores do folhetim, Marcílio Moraes se pronunciou sobre as críticas à baixa audiência que o produto alcançou na reprise, mesmo tendo sido um fenômeno em sua exibição original. Segundo Marcílio, a falta de preparação e a grade de programação da Record favoreceram os baixos números.
“Dizem que a reprise de A Lei e o Crime não teve audiência significativa. Difícil seria ter. Primeiro por já ser a segunda reprise; segundo, porque o programa foi lançado no meio da grade sem maiores preparações, entre dez e quarenta e meia noite e quarenta. Mas não é a audiência o mais importante no caso”, escreveu ele em postagem feita no Facebook.
“O que conta realmente é a qualidade do produto. E esta ficou evidente para quem tem um mínimo de senso crítico. A Lei e o Crime tem dramaturgia muito superior a praticamente todas as séries brasileiras exibidas por aí. E a longo prazo, o que vale é a qualidade, a Record deveria ter consciência disso”, continuou o autor, que está na “geladeira” do canal paulista.

Autor Marcílio Moraes. (Foto: Divulgação)
Em outra postagem, Marcílio ressaltou a originalidade da trama. “Você pode até não gostar de A Lei e o Crime, mas não pode negar que o elenco da série tem a cara do povo brasileiro, o que não se vê em praticamente nenhuma produção atual das TVs”, escreveu.
Quando voltou a produzir telenovelas e alcançar significativa audiência, a Record alcançou grande popularidade com tramas policiais no estilo de A Lei e o Crime. Vidas Opostas foi a que mais explorou esse gênero, que foi sumindo da casa com o advento das tramas bíblicas.
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