João Emanuel Carneiro, autor de “A Regra do Jogo”, em entrevista ao site “UOL, falou da novela das 21h que exibe seu último capítulo nesta sexta-feira (11).
Pertinho do fim, o autor fez um balanço geral sobre a trama: “É uma sensação de dever cumprido. Escrever uma novela não é uma tarefa fácil. Eu costumo brincar que é um trabalho de chinês aposentado. Exige dedicação, disciplina. Mas eu escrevi a história que queria contar. A cada trabalho desenho um novo desafio, ou seja, uma história que me agrade, que me prenda. Quando escrevi esta sinopse, escrevi uma história na qual eu acreditava. Acho complicado você agradar outra pessoa se você não está feliz. A novela caminhou como eu previa e como eu desejava. Claro, falo do núcleo principal. As tramas paralelas sofrem mudanças. Mas isso é parte da dinâmica”, esclareceu.
João enfatizou que o fundamental foi a sua persistência na história: “Eu nunca abandonei a minha ideia original. Mas é claro que o elenco é peça-chave. Esse elenco é um dream team (time dos sonhos, em tradução)”, destacou.
Falando sobre “A Regra do Jogo”, não dá para deixar de lado o casal que conquistou vários fãs, Atena (Giovanna Antonelli) e Romero (Alexandre Nero). Não é a primeira vez que os dois atores fazem par romântica e a química entre os dois é inegável e o autor não deixou de comentar sobre essa grande parceria: “Atena e Romero, de fato, formaram um casal e tanto. Quando fiz a sinopse, defini o sentimento dos dois como um amor transgressor e sempre fui fã deles juntos. Sim, fiz um final surpreendente para Romero e Atena, mas não dá para dizer se eles serão um casal ou não.”
Em relação ao mistério sobre quem é o assassino de Gibson (José de Abreu), João revelou que foram escritas sequências falsas para despistar o nome do responsável pelo crime: “Eu e Amora (Mautner, diretora de núcleo da novela) pensamos em uma saída para tentar evitar que alguns desfechos fossem divulgados antes de serem exibidos. O que dá para contar é que há três suspeitos para a morte de Gibson”, adiantou.
O autor também confirmou a morte de Djanira, que levantou várias especulações: “Djanira (Cássia Kis) morreu mesmo naquele ataque ao Morro da Macaca. Mas isso não significa dizer que ela não retornará à história… nem que seja por meio da recordação de algum outro personagem.”
Questionado acerca das teorias de que enredos com violência afastam os telespectadores dos folhetins, Carneiro opinou que esses conceitos são frágeis demais. “‘Avenida Brasil’ também teve cenas impactantes. Uma criança foi abandonada em um lixão. Saber o que o público quer ver é um grande mistério. Ainda mais nestes nossos dias em que as coisas mudam numa velocidade alucinante. Se você acha que sabe o que o público vai querer ver na época em que a novela estrear, sinto dizer, você estará enganado”, afirmou.
Depois de “A Regra do Jogo”, João Emanuel Carneiro só pensa em férias e diz que não tem nenhum trabalho em mente: “Já sei por onde vou seguir com a minha próxima sinopse. Normalmente, elas nascem das histórias ou dos personagens anteriores. Mas ainda é muito cedo para falar algo além disso”, finalizou.

