Autor de “Babilônia” defende evangélicos e diz que boicote à novela é promovido por minoria

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Assim como a maioria das novelas das 21h exibidas pela Globo, "Babilônia" mal estreou e já está causando polêmica. A trama, que logo no primeiro capítulo exibiu um beijo homossexual entre duas personagens idosas, agora enfrenta o ódio de alguns evangélicos e também o boicote de alguns deputados, que emitiram nota pedindo boicote à trama.

Em entrevista ao jornalista Daniel Castro, o co-autor do folhetim, Ricardo Linhares, diz que as declarações dos parlamentares são de motivação política e ditatorial, e que não representam a opinião geral da classe dos evangélicos, grupo que caracteriza como de "pessoas sérias e respeitosas".

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(Foto: Reprodução/Globo)

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São reações de uma minoria, que não tem qualquer amparo legal. Os deputados estão fazendo barulho na tentativa de se promover às custas do sucesso da novela.

A intenção é meramente política e oportunista, e não de crença.[...] Por isso, não se deve dizer que “evangélicos propõem boicote”, pois não é uma atitude generalizada. A maioria dos evangélicos é formada por pessoas sérias e respeitosas.

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Eu sou um autor progressista. Acredito que a televisão, ao mesmo tempo que entretém, deve levar o espectador a refletir sobre o mundo em que vivemos.

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Apaixonado pelo mundo da televisão, Fernando Lopes escreve sobre o assunto no TV Foco desde 2013.