Assim como a maioria das novelas das 21h exibidas pela Globo, “Babilônia” mal estreou e já está causando polêmica. A trama, que logo no primeiro capítulo exibiu um beijo homossexual entre duas personagens idosas, agora enfrenta o ódio de alguns evangélicos e também o boicote de alguns deputados, que emitiram nota pedindo boicote à trama.
Em entrevista ao jornalista Daniel Castro, o co-autor do folhetim, Ricardo Linhares, diz que as declarações dos parlamentares são de motivação política e ditatorial, e que não representam a opinião geral da classe dos evangélicos, grupo que caracteriza como de “pessoas sérias e respeitosas”.
São reações de uma minoria, que não tem qualquer amparo legal. Os deputados estão fazendo barulho na tentativa de se promover às custas do sucesso da novela.
Continua depois da publicidadeA intenção é meramente política e oportunista, e não de crença.[…] Por isso, não se deve dizer que “evangélicos propõem boicote”, pois não é uma atitude generalizada. A maioria dos evangélicos é formada por pessoas sérias e respeitosas.
Eu sou um autor progressista. Acredito que a televisão, ao mesmo tempo que entretém, deve levar o espectador a refletir sobre o mundo em que vivemos.
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