Autores de nova novela das sete da Globo se inspiram em fontes curiosas para escrever a trama
Tv Foco mostra hoje atrizes brasileiras dos anos 1990 já chegaram aos 50 anos, mas continuam arrancando suspiros por onde passam.
Paloma (Grazi Massafera) em cena da novela Bom Sucesso na Igreja da Penha, no Rio (Foto: Globo/Victor Pollak)
Paloma (Grazi Massafera) em cena da novela Bom Sucesso na Igreja da Penha, no Rio (Foto: Globo/Victor Pollak)
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Autores de Bom Sucesso, próxima novela das sete da Globo, Rosane Svartman e Paulo Halm tiveram fontes de inspiração curiosas para escrever a trama, que estreia na próxima segunda-feira (29) e será protagonizada por Grazi Massafera (Paloma).
Cineasta, roteirista, diretora e doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Rosane Svartman já dirigiu e foi roteirista na Globo. Roteirista e diretor, Paulo Halm dirigiu e roteirizou filmes, além atuar no roteiro de séries da emissora carioca. Juntos, Rosane e Paulo assinaram Malhação Sonhos, que concorreu ao Emmy Kids nas categorias Digital (2016) e Melhor Série (2015), e a novela Totalmente Demais, indicada ao Emmy Internacional de Melhor Novela (2017).
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Agora, a dupla de autores retorna ao horário das sete da Globo, após três anos, com Bom Sucesso. Confira a seguir uma entrevista com Rosane Svartman e Paulo Halm.
Qual a principal premissa da novela?
Rosane – Queremos falar sobre quão preciosa e única é a vida. A morte é a única certeza que a gente tem, e não precisa ser um tabu falar disso, especialmente porque, com a consciência de que nossos dias são finitos, podemos valorizar mais cada momento.
Paulo – Desejamos trazer a concepção de que a gente deve viver intensamente até o último minuto. Falamos sobre a descoberta de potenciais e sobre a redescoberta de pequenos prazeres. Acho que saber viver é o grande desafio do ser humano.
Alberto (Antonio Fagundes), Marcos (Romulo Estrela), Paloma (Grazi Massafera) e Ramon (David Junior) em Bom Sucesso (Foto: Globo/João Cotta)
Como surgiu a inspiração para contar essa história?
Rosane – A primeira inspiração veio de um estudo do IBGE que mostra que aumentou o número de mulheres que são chefes de família. Começamos a pensar em quem são essas mulheres, se elas têm tempo para pensar em si próprias, como deve ser o dia a dia delas, e daí veio a ideia de trazer essa personagem feminina, a Paloma. Outra inspiração veio há dois anos quando trabalhei como curadora da Bienal e fiquei muito entusiasmada com aquele ambiente, unindo milhares de pessoas em torno do universo dos livros. Achamos que trazer o mundo da literatura era uma inspiração e uma homenagem ao que a gente faz, que é contar histórias.
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Paulo – Nós somos leitores vorazes e gostamos de dialogar com várias narrativas dentro do audiovisual. Em ‘Malhação Sonhos’ trouxemos o teatro e a música. Em ‘Totalmente Demais’, o cinema e a poesia. Agora, é a vez da literatura. Esse universo é muito rico e tem tudo a ver com a história de Paloma, uma mulher sonhadora e que tem a fantasia de viver suas próprias histórias. Além disso, quando começamos a escrever, encontramos o livro “A morte é um dia que vale a pena viver”, da Doutora Ana Claudia Quintana Arantes. Temos um diálogo contínuo com a obra, que fala da mesma coisa que levantamos na novela: aproveitar ao máximo a vida. Aparentemente, é uma temática densa, mas trazemos uma abordagem leve e alto astral.
Como surgiu a ideia de retratar o universo de Bonsucesso?
Rosane – Visitando a região da Leopoldina, achamos que era o lugar ideal para a nossa protagonista, pois Bonsucesso é um bairro que tem semelhanças com muitos outros pelo país. É de origem operária, possui muitos imigrantes, tem uma história grande. Além disso, a gente adora a poesia deste nome.
Paulo – A gente entende como sendo um bairro do Rio, mas que poderia estar em qualquer lugar do Brasil. O título da novela é um trocadilho, porque estamos falando do bairro e, ao mesmo tempo, fazendo um desejo de boa sorte. É um brinde à vida que a novela propõe.
O diretor artístico Luiz Henrique Rios com os autores Rosane Svartman Paulo Halm no lançamento de Bom Sucesso (Foto: Globo/Estevam Avellar)
Podem falar sobre como será a relação entre Paloma (Grazi Massafera) e Alberto (Antonio Fagundes) e como esse encontro conduz a novela?
Rosane – Paloma sente que viveu mais intensamente no período que achava que tinha seis meses de vida do que nos últimos anos. É assim que ela para e reflete sobre os rumos que os dias dela estão tomando. Ela vai atrás da pessoa que está com a doença terminal, o Alberto, e ele fica perplexo com tamanha explosão de vida dela. Alberto pede que ela o ensine a viver e um aprende muito com o outro. O encontro desses dois mundos diferentes inicia a história e a partir disso surgem os ingredientes do melodrama, como o triângulo entre Ramon, Paloma e Marcos.
Paulo – O encontro deles é a semente da novela. Quando Paloma descobre que vai morrer, ela se dá conta de que sua vida até então era muito limitada e que pode viver muito além disso. Ela vai ter muitas experiências que talvez não tivesse oportunidade, e Alberto vai aprender a valorizar os pequenos prazeres da vida. A partir disso, vêm todos os encontros e desencontros da história.
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O que o público pode esperar da novela?
Rosane – Adoramos misturar cenas de forte emoção com cenas leves, porque a vida não é todo dia um drama e também não é todo dia tão leve e fácil. Essa mistura é o ingrediente característico do nosso texto.
Paulo – É uma novela leve, com humor e reflexão. É uma temática universal, e optamos por uma linguagem contemporânea e divertida.
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