Consuelo perde a compostura e ofende Teresa (Foto: Divulgação)

Consuelo perde a compostura e ofende Teresa (Foto: Divulgação)

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Os autores Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenes Braga não se conformam com o boicote que parte da classe evangélica promoveu à sua novela no início, que motivou a queda da audiência do horário nobre da Globo, que hoje registra apenas 25 pontos de média.

Ao contrário das novelas anteriores, que beiravam os 40 pontos, o folhetim só caiu desde o início e não mostra nenhuma perspectiva de reação para a reta final. Diante de toda essa situação, aos autores restou apenas seguir levando a história até o fim, com pitadas de críticas.

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A personagem Consuelo, que representa a classe oposta aos temas pregados pela novela, se tornou ainda mais ácida, reacionária e extremista. “Atenção pessoal, ninguém come nada aqui! Tem pó de lésbica na receita. Vai todo mundo virar pederasta!”, foi uma de suas falas.

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Teresa fica chocada com as ofensas de Consuelo (Foto: Divulgação)

Teresa fica chocada com as ofensas de Consuelo (Foto: Divulgação)

A declaração, vista como surreal, foi feita no coquetel de inauguração de um restaurante, no capítulo de sábado (4) de Babilônia. Interpretada por Arlete Salles, a personagem tem como inimigas as lésbicas Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathália Timberg).

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A história serve como denúncia do radicalismo religioso, com um texto engraçado pelo sarcasmo e, ao mesmo tempo, carregado de críticas pessoais que representa quem a escreve. Em uma cena, Consuelo chegou a disparar um palavreado agressivo e homofóbico.

Consuelo foi acompanhada de Luís Fernando ao evento (Foto: Divulgação)

Consuelo foi acompanhada de Luís Fernando ao evento (Foto: Divulgação)

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“Mestra das lésbicas, bruxa da inversão, a pederasta mais famosa do Brasil”, debochou a personagem, se dirigindo à Teresa, que manteve a classe e elegância, enquanto a religiosa seguia com os insultos: “Caminhoneira! E não adianta mudar de marcha, eu passo por cima de qualquer jeito”.

“Mulher com mulher dá jacaré”, dizia ela, ao ser rebatida pela advogada, que reagiu: “Ignorância, estupidez, burrice é o que a senhora representa hoje, agora, aqui, com muita fartura”. Em seguida, a vilã foi retirada do restaurante sob a ameaça de processo por discriminação.

Em casa, ela seguiu com os insultos e disse à família sentir orgulho de ter sido expulsa do ‘gueto gayzista’ e chamou Rafael (Chay Suede), filho do casal de senhoras, de ‘ateuzinho lésbico’. Na sinopse original, Consuelo seria intolerante, mas ganhou ainda mais força após a onda negativa em relação à novela.

Os autores criticam e ridicularizam a parcela de público identificada como conservadora e preconceituosa, como aponta a coluna Sala de TV.