Saiba mais informações sobre o Banco Central decretando a liquidação extrajudicial de uma instituição financeira tão popular quanto o Nubank.
Na manhã de hoje, quinta-feira (16), o Banco Central acaba de decretar a liquidação extrajudicial da Creditag (Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros), instituição tão popular quanto o Nubank, e o TV Foco traz mais informações sobre o assunto.
O motivo? O BC identificou um grave comprometimento de sua situação econômico-financeira da Instituição. Segundo informações da autoridade monetária, a decisão foi tomada por conta do alto risco dos credores quirografários (aqueles que possuem garantias para receber valores devidos).
Vale destacar que em dezembro do ano passado, a cooperativa representava em torno de 0,0000226% do total de ativos do SFN (Sistema Financeiro Nacional), já indicando impacto limitado sobre o conjunto do sistema.
Em um comunicado oficial, o Banco Central destacou que seguirá tomando algumas medidas para solucionar o problema.
“O Banco Central continuará tomando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades nos termos de suas competências legais. O resultado das apurações poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e a comunicação às autoridades competentes, observadas as disposições legais aplicáveis. Nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos ex-administradores da cooperativa objeto da liquidação decretada”, dizia o informe do BC.
Mais sobre o assunto
Sendo assim, essa medida informa o encerramento das atividades da instituição e a nomeação de um liquidante para conduzir o processo.
E no caso, os bens dos ex-administradores da Creditag (Cooperativa de Crédito, Poupança e Serviços Financeiros) foram tornados indisponíveis. O objetivo principal desta ação é resguardar recursos para um possível ressarcimento de prejuízos aos credores.
Qual a diferença entre um banco e uma cooperativa?
Vale deixar claro, que a Creditag não é um banco tradicional, mesmo oferecendo serviços financeiros bem similares ao próprio Nubank, Itaú e mais. Por exemplo, eles possuem conta, crédito, poupança e são regularizados pelo Banco Central.
A grande diferença é que no caso, em bancos, os clientes pagam taxas para gerar lucro e acionistas, já nas cooperativas, os clientes são associados e as sobras, que é o lucro, são divididas entre eles. E inclusive, as taxas de juros tendem a ser mais baixas nas cooperativas, pois não visam o lucro.
Uma outra diferença, é na questão da segurança. As duas são fiscalizadas pelo Banco Central, porém, os bancos como Itaú, Bradesco, Nubank e mais, usam o FGC, e as cooperativas usam o FGCoop. Ambos acabam protegendo até R$250 milhões.
