Relatório do Banco Central informa o que está acontecendo com as poupanças da Caixa, BB e mais no Brasil

Banco Central emitiu um relatório sobre o balanço das poupanças e reforçou que as contas registraram mais saques do que depósitos em janeiro

10/02/2026 às 16:43 · Tempo de leitura: 4 minutos

Ilustração poupança e Banco Central (Fotos: Reproduções / Canva / Globo)

Banco Central revela que retirada da poupança superam as aplicações em janeiro de 2026

O Banco Central emitiu um relatório sobre o balanço das contas poupança. Em janeiro, as cadernetas, como as da Caixa, Banco do Brasil e outras instituições, registraram mais saques do que depósitos.

De acordo com o Banco Central, as retiradas superaram as aplicações em R$ 23,5 bilhões, confirmando uma tendência que já vem se repetindo nos últimos anos.

Os depósitos somaram R$ 331,2 bilhões, enquanto os saques chegaram a R$ 354,7 bilhões no mês.

Apesar de os rendimentos creditados nas contas terem alcançado R$ 6,4 bilhões, o saldo total da poupança permanece pouco acima de R$ 1 trilhão.

No entanto, o movimento negativo chama atenção e reforça a perda de espaço da aplicação entre os brasileiros.

Essa movimentação não é novidade. Em 2023, as retiradas líquidas chegaram a R$ 87,8 bilhões e, em 2024, somaram 15,5 bilhões.

Um dos principais motivos para esse cenário é a manutenção da taxa Selic em patamares elevados.

A taxa selic é responsável pelo rendimento da conta poupança. Veja como funciona:

  • Com a Selic acima de 8,5% ao ano, a poupança tem rendimento fixo de 0,5% ao mês + Taxa Referencial (TR)
  • Já quando a Selic cai abaixo desse patamar, a rentabilidade passa a ser de 70% da Selic + Taxa Referencial (TR)

Copom mantém alta na taxa selic

Desde julho do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) interrompeu o clico de altas após sete aumentos consecutivos e manteve a taxa básica em 15% ao ano.

Com juros altos, investimentos de renda fixa mais modernos passam a oferecer retornos superiores aos da poupança tradicional.

O Banco Central mantém essa política para controlar a inflação e tentar trazer o índice para a meta de 3%.

Além disso, o juros elevados encarecem o crédito, reduzem o consumo e ajudam a conter a alta dos preços.

Na ata mais recente, o Copom sinalizou que deve iniciar a redução dos juros na reunião de março, embora não tenha informado o tamanho do corte.

No entanto, o Banco Central reforçou que, mesmo com a queda, a taxa continuará em nível restritivo por um período.

Outros investimentos ganham espaço

Com a Selic elevada, muitos brasileiros estão migrando para opções mais vantajosas, como Tesouro Direito, CDBs, LCIs e LCAs, que oferecem rentabilidade superior.

Por fim, esses investimentos acompanham ou superam os juros básicos e explicam porque a poupança vem perdendo espaço entre os brasileiros.

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