Banco Central anuncia liquidação oficial de instituição financeira hoje e detalha quais serão os impactos práticos para os clientes
O Banco Central do Brasil decretou nesta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, a liquidação extrajudicial do Banco Pleno S.A. A decisão já entrou em vigor. A instituição deixou de operar.
Além disso, o órgão informou que identificou problemas graves de liquidez. Liquidez significa ter dinheiro disponível para pagar clientes e compromissos imediatos. Quando ela falta, o banco perde capacidade de honrar retiradas e resgates.
O Banco Pleno integrava o Sistema Financeiro Nacional, conhecido pela sigla SFN. O SFN reúne bancos, financeiras e outras instituições autorizadas a funcionar no país. Ele organiza e fiscaliza o mercado.

Portanto, quando o Banco Central intervém, ele atua como autoridade máxima do sistema. Antes de adotar o nome atual, o banco operou como Banco Voiter. Ele manteve ligação com o Banco Master em sua estrutura societária no passado.
A liquidação extrajudicial representa o encerramento das atividades sob comando de um liquidante. O que é liquidação extrajudicial. Trata se de um processo administrativo conduzido pelo Banco Central, sem decisão judicial inicial.
Nesse modelo, o regulador nomeia um responsável para levantar dívidas, organizar credores e vender ativos. Enquanto isso, o banco não pode realizar novas operações.
O Banco Pleno possui garantia FGC?
Além disso, o Fundo Garantidor de Créditos, o FGC, assume papel central no ressarcimento. O que é o FGC? O FGC funciona como um mecanismo de proteção aos clientes de bancos associados. As próprias instituições financeiras alimentam o fundo com contribuições periódicas.
Assim, quando um banco quebra ou entra em liquidação, o FGC paga valores garantidos aos clientes dentro de limites definidos.
O FGC garante até 250 mil reais por CPF ou por CNPJ em cada instituição. Portanto, se um cliente mantém conta-corrente, poupança ou CDB no Banco Pleno, ele pode receber até esse teto. CDB é o Certificado de Depósito Bancário, um investimento de renda fixa emitido pelo próprio banco.
Segundo estimativas divulgadas, cerca de 160 mil clientes e investidores sofrem impacto direto com a medida. Ao mesmo tempo, o FGC projeta desembolsar aproximadamente 4,9 bilhões de reais. Esse montante cobre valores dentro do limite de garantia. Caso algum cliente possua saldo superior a 250 mil reais, a quantia excedente integra a chamada massa da liquidação.
O ressarcimento pelo FGC não ocorre no mesmo dia da decretação. Primeiro, o liquidante consolida dados e confirma valores. Depois disso, o FGC libera o sistema para pedidos. O cliente acessa o aplicativo oficial do fundo e indica outra conta bancária para receber. Enquanto isso, o Banco Central acompanha todo o procedimento.
Por fim, a liquidação do Banco Pleno movimenta o sistema financeiro e acende alerta entre investidores. Contudo, o mecanismo de garantia existe justamente para reduzir danos aos correntistas. O Banco Central mantém a fiscalização ativa. O FGC prepara o pagamento. E os clientes aguardam a liberação dos valores dentro das regras vigentes.
