Mais uma: Banco Central decreta liquidação de nova instituição e alerta chega a clientes hoje 12/3

Banco Central liquida outra financeira (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/Tv Foco/Canva/Internet)
Banco Central decreta a primeira liquidação extrajudicial de uma SCD no Brasil; Saiba o que fez ela ter as suas atividades encerradas e o que os clientes devem fazer agora
O sistema financeiro nacional enfrenta mais um episódio de instabilidade com a intervenção direta da autoridade monetária em uma empresa do setor de tecnologia financeira. De acordo com o portal CNN, após o caso Master, o Banco Central decretou a liquidação de mais uma nova instituição, além de deixar um alerta a clientes hoje (12).
Pois é, após identificar irregularidades graves na operação, a Dank Sociedade de Crédito Direto (SCD), uma fintech que operava no mercado desde 2022, não resistiu ao comprometimento de sua saúde econômica e às falhas no cumprimento das normas regulatórias.
Tal ação representa um marco histórico, uma vez que é a primeira vez que o Banco Central intervém com uma liquidação extrajudicial em uma SCD, modalidade criada em 2018 para modernizar o acesso ao crédito no país.
Em colapso:
A decisão, assinada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, fundamenta-se no “grave comprometimento da situação econômico-financeira” da instituição.
Embora a Dank se apresentasse comercialmente nas redes sociais como “Dank Bank”, ela não possuía licença para operar como banco pleno, atuando estritamente como uma Sociedade de Crédito Direto.
Conforme exposto pelos dados mais recentes do IFData, referentes ao final de setembro de 2025, já acendiam o sinal de alerta:
- A instituição registrava lucro líquido negativo de R$ 1,355 milhão;
- As obrigações totais somavam aproximadamente R$ 45 milhões;
- O patrimônio líquido estava reduzido a apenas R$ 975 mil, valor insuficiente para sustentar os riscos da operação.
Além do desequilíbrio contábil, o BC cita “graves violações às normas legais” que regem o sistema financeiro, o que apressou o encerramento compulsório das atividades.
A defesa dos ex-administradores
Diante da gravidade do decreto, os ex-gestores Alcir Vidau Oldenburg e Thiago Coelho Przywitowski vieram a público para esclarecer suas participações.
Segundo os executivos, embora a Dank tenha recebido o aval do Banco Central em 2022, a empresa não realizou operações de crédito durante o período em que estiveram à frente da gestão.
Eles informaram que, ainda no fim de 2023, deram início a um processo de transição de titularidade da licença para novos controladores.
De acordo com o portal O Tempo, por meio de nota oficial enviada por seus representantes, os ex-administradores enfatizaram os seguintes pontos:
- Ambos afirmaram que não possuem qualquer ligação com a empresa desde o encerramento de 2023;
- Reforçaram que a liquidação extrajudicial atual não guarda relação com suas ações ou com a gestão que exerceram no passado;
- Reafirmaram o compromisso com a transparência e com o estrito cumprimento de todas as obrigações legais e regulatórias.
Bens bloqueados
Apesar das justificativas apresentadas pelos ex-gestores, o Banco Central nomeou a Faccio Administrações Ltda. como liquidante oficial.
A empresa assume agora a tarefa de levantar os ativos e organizar o encerramento da fintech.
Como medida preventiva padrão nesse tipo de intervenção, o BC tornou indisponíveis os bens de Oldenburg, Przywitowski e dos demais ex-administradores citados no ato, visando garantir a segurança de terceiros e credores até a conclusão das investigações.
O que é uma SCD?
As Sociedades de Crédito Direto (SCD) devem realizar operações de crédito exclusivamente com recursos próprios, por meio de plataformas eletrônicas.
Inclusive, a Dank afirmava atuar com emissão de Cédulas de Crédito Bancário (CCB), crédito consignado e Banking as a Service (BaaS).
Como fica a situação dos clientes da Dank Sociedade de Crédito?
Com as atividades suspensas, os clientes que possuem contratos ativos ou utilizavam os serviços de fiança bancária e análise de crédito da instituição devem acompanhar as comunicações do liquidante.
O processo agora foca em determinar a ordem de preferência para acertos financeiros e o cumprimento de contratos remanescentes.
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