Novo comunicado do Banco Central informa notas de Real retiradas de circulação em 2026

Veja as notas que o Banco Central está retirando de circulação (Foto Reprodução/Montagem/Lennita/TV Foco/Canva/GMN/BC)
Banco Central recolhe notas do Real; Entenda quais cédulas estão saindo de circulação neste ano de 2026
Quem abre a carteira hoje em dia sabe que encontrar notas de Real em papel está cada vez mais raro, ainda mais com a chegada do Pix e dos pagamentos digitais, ferramentas desenvolvidas pelo Banco Central, os quais mudaram definitivamente o hábito de carregar dinheiro e a rotina de pagamentos dos brasileiros.
Acompanhando essa evolução tecnológica e a natural necessidade de modernização, o Banco Central intensificou uma grande força-tarefa que afeta diretamente o comércio e a circulação de dinheiro.
O foco da autoridade monetária é retirar de circulação as cédulas mais antigas do nosso sistema financeiro, aquelas que começaram a circular junto com o nascimento do Real, há mais de três décadas.

MAS ATENÇÃO! Vale deixar claro que essa medida não significa o fim do dinheiro físico, mas sim uma atualização necessária devido ao desgaste natural que o papel conseguiu sofrer após passar de mão em mão por tantos anos.
Abaixo, com base em uma matéria do SBT News, explicamos quais notas estão sendo recolhidas, o que fazer se você encontrar uma delas e como funciona esse processo de transição em 2026.
Quais são as notas que estão saindo de circulação?
O recolhimento, iniciado de forma oficial e contínua em julho de 2024, abrange todas as cédulas que fazem parte da chamada Primeira Família do Real.
Isso inclui os modelos emitidos entre 1994 e 2010, antes do lançamento do design atual, que possui tamanhos diferentes para cada valor econômico.
As notas afetadas pelo processo de recolhimento gradual são as seguintes:
- Cédula de R$ 2: Modelo em papel lançado originalmente no ano de 2001;
- Cédula de R$ 5: Modelo em papel tradicional emitido desde o início do Real em 1994;
- Cédula de R$ 10: Modelos clássicos de papel de 1994 e a versão comemorativa de plástico de 2000;
- Cédula de R$ 20: Modelo que traz a imagem do mico-leão-dourado, lançado em 2002;
- Cédula de R$ 50: Modelo tradicional com a estampa da onça-pintada, emitido desde 1994;
- Cédula de R$ 100: Modelo clássico com a imagem da garoupa, lançado no início do padrão em 1994.
O dinheiro antigo perdeu o valor no comércio?
Uma das principais dúvidas da população é se as notas antigas guardadas em casa ou recebidas no comércio perderam a validade. A resposta é não.
O Banco Central reforça que todas essas cédulas continuam com seu valor de compra integralmente garantido por lei.
Você pode utilizá-las normalmente em padarias, supermercados ou qualquer estabelecimento comercial do país.
Não há nenhuma obrigação de o cidadão correr até uma agência bancária para fazer a troca imediata, e os comerciantes não podem recusar o recebimento desses modelos antigos enquanto eles estiverem transitando no mercado.
Como funciona a substituição na prática?
O processo de recolhimento é feito de forma silenciosa, gradual e estratégica, sem causar impactos ou alardes no dia a dia da população.
A responsabilidade por essa triagem é totalmente repassada para as instituições financeiras atuantes no país.
- Retenção nos bancos: Quando um cliente realiza um pagamento de conta, um depósito comercial ou uma entrega de valores na agência utilizando uma dessas notas antigas, o banco retém o papel imediatamente;
- Envio para custódia: Em vez de devolver essa nota para o caixa eletrônico ou repassá-la como troco para o próximo cliente, a instituição financeira separa o lote e faz o envio do papel-moeda para a instituição custodiante;
- Destruição e reposição: O material é encaminhado definitivamente para o Banco Central, que realiza a destruição segura das notas desgastadas e injeta novas cédulas da Segunda Família no mercado financeiro para manter o volume de dinheiro estável.
Como identificar as cédulas da Primeira Família?
Para não confundir as notas antigas com tentativas de falsificação, o cidadão pode observar os elementos clássicos de segurança que a Casa da Moeda inseriu na época de fabricação:
- Tamanho padronizado: Diferente das notas atuais, que possuem tamanhos variados para ajudar pessoas com deficiência visual, as notas da primeira família possuem exatamente a mesma dimensão em todos os valores;
- Marca-d’água clássica: Ao colocar a cédula contra a luz, é possível enxergar nitidamente a figura da República ou a bandeira nacional na área clara do papel;
- Presença de relevo: A impressão da frase “República Federativa do Brasil” e das figuras principais apresenta uma textura áspera que pode ser sentida facilmente com a ponta dos dedos.

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