Banco Central traz novo informe aos que têm PIX no Itaú, Bradesco e mais em 2026

Banco Central traz alerta em chaves PIX do Itaú, Nubank e mais (Foto: Reprodução/ Internet)
Clientes precisam estar cientes do novo informe do Banco Central que atinge todos que possuem PIX nos principais bancos, como Itaú e outros
O Banco Central do Brasil (BC) se trata de nada menos que a instituição responsável por organizar, fiscalizar e garantir o bom funcionamento do sistema financeiro do país. O órgão é uma autoridade monetária, ou seja, cuida do dinheiro, da moeda e da estabilidade da economia.
Diante disso, o Banco Central do Brasil trouxe um novo informe que atinge diretamente quem usa o Pix em bancos como Itaú Unibanco, Bradesco e outras instituições autorizadas a funcionar no país.
Conforme o próprio BC, em conjunto com o Conselho Monetário Nacional, foram aprovados novos normativos sobre a política de segurança cibernética. Além disso, sobre as regras para contratação de serviços de processamento e armazenamento de dados, inclusive em computação em nuvem.
A iniciativa busca fortalecer a segurança das infraestruturas de comunicação de dados e sistemas de pagamentos que integram o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB). Ademais, o movimento ocorre diante da crescente digitalização do setor bancário e consolidação do Pix, que ampliou de forma significativa o tráfego na Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN).
Comunicado do Banco Central
Em suma, na lista das principais mudanças aprovadas estão:
- Incorporação de requisitos mínimos adicionais à política de segurança cibernética das instituições;
- Gestão mais rigorosa de certificados digitais;
- Integração segura de sistemas e reforço na inteligência cibernética;
- Rastreabilidade de operações;
- Controles de acesso mais rígidos e proteção de rede;
- Aplicação regular de correções contra vulnerabilidades;
- Ampliação das exigências de segurança para sistemas desenvolvidos por terceiros;
- Autenticação multifatorial nas comunicações com a RSFN, especialmente nos ambientes do Pix e do Sistema de Transferência de Reservas (STR);
- Proibição de acesso de terceiros às chaves privadas das instituições;
- Realização obrigatória de testes de intrusão anuais por profissionais independentes, com documentação mantida por cinco anos à disposição do Banco Central.
Além disso, o serviço de comunicação eletrônica de dados na RSFN passa a ser classificado como serviço relevante para fins de contratação. Assim, fica sujeito a padrões ainda mais rigorosos de gestão de riscos e supervisão.
Prazo até 2026
Em síntese, as instituições financeiras terão até 1º de março de 2026 para se adequar às novas regras. O objetivo central da medida é elevar o nível de proteção das infraestruturas digitais, mitigar riscos e garantir um ambiente seguro para a inovação. Ou seja, o Banco Central reforça que a expansão do Pix vem acompanhada de um aumento proporcional nas exigências de segurança.
O que isso significa para quem tem Pix?
Assim, para o cliente que utiliza o Pix no Itaú, Bradesco ou qualquer outro banco, não há mudança nas regras de uso nem criação de novas tarifas. O informe é direcionado às instituições financeiras, que precisarão fortalecer seus sistemas internos.
Na prática, o que o Banco Central deixa claro é que a segurança digital virou prioridade máxima. E o novo informe para 2026 reforça exatamente isso: mais controle, mais fiscalização e mais proteção para quem movimenta dinheiro pelo sistema financeiro brasileiro.
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