Adeus, R$ 1.518: Band confirma novo aumento no salário mínimo após canetada de Haddad

Fernando Haddad e pessoa segurando carteira de trabalho e notas de real (Fotos: Reproduções / Globo / Canva)
Jornal da Band confirma previsão do novo salário mínimo para 2026
No dia 12 de abril, o Jornal da Band trouxe atualizações sobre a previsão do valor do novo salário mínimo para 2026, estimado em R$1.631. O governo federal enviou ao Congresso Nacional a proposta de Orçamento para o próximo ano, após um período de discussões e canetadas de ministros, entre eles o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
A previsão representa um reajuste de 7,44% em relação ao valor atual (R$ 1.518). O aumento leva em conta a variação da inflação e o crescimento do PIB. No entanto, o valor definitivo poderá mudar até o fim do ano.
Isso porque, o governo federal irá determinar o salário mínimo para 2026 em dezembro de 2025, devido a divulgação do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) de novembro.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor serve de base para a correção do piso nacional. Em dezembro de 2024, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou um lei que altera a política de reajuste do salário mínimo.
A regra prevê que o aumento acima da inflação fique limitado a 2,5%. Desse modo, o cálculo para o piso fica da seguinte forma:
- Inflação acumulada em 12 meses até novembro, medida pelo INPC;
- O crescimento real do Produto Interno Bruno (PIB) dos dois anos anteriores. No caso de 2026, o cálculo considera o PIB de 2024, que cresceu 3,4%, no entanto, por conta da trava, o valor é fixado em 2,5%.
Por fim, se confirmado, o reajuste valerá a partir de janeiro de 2026. O trabalhador receberá o novo valor em fevereiro.
Impacto nas contas públicas
De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 59,9 milhões de pessoas no Brasil.
A reportagem do Jornal da Band conversou com cidadãos que reclamaram do novo aumento, afirmando que o reajuste ainda não é suficiente para garantir ganho real de poder de compra.
Além disso, o novo piso também impacta diretamente na economia brasileira, já que o governo federal aumenta seus gastos.
Isso ocorre porque os benefícios previdenciários não podem ter valores inferiores ao piso nacional.
De acordo com cálculos do próprio governo, cada R$ 1 de reajuste no piso nacional gera um acréscimo de cerca de R$ 430 milhões nas despesas previstas para 2026.
Ou seja, o reajuste maior do salário mínimo amplia os gastos obrigatórios e reduz os recursos disponíveis para as despesas chamadas “discricionárias” – o que pode afetar investimentos e políticas públicas.