Flamengo: Com fim das Bets, Bap prepara acordo tão grande quanto o de Paquetá
Bap prepara no Flamengo um acordo de grande impacto após o fim das Bets e busca alcançar o mesmo patamar do negócio envolvendo Lucas Paquetá
Bap prepara no Flamengo um acordo de grande impacto após o fim das Bets e busca alcançar o mesmo patamar do negócio envolvendo Lucas Paquetá
O Flamengo se prepara para enfrentar um possível rombo financeiro provocado pela proibição das bets no Brasil. Nesse cenário, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, trabalha com alternativas para preservar o equilíbrio financeiro do clube.
Entre as possibilidades está a negociação de jogadores em valores elevados, caso o contrato com a Betano deixe de produzir receitas. Segundo o jornalista Rodrigo Mattos, uma operação entre € 30 milhões e € 40 milhões poderia se tornar necessária até o fim de 2026.
Betano coloca planejamento do Flamengo em alerta
A Betano ocupa atualmente o espaço de patrocinadora máster do Flamengo. O acordo, iniciado em agosto de 2025, é considerado o maior patrocínio do futebol brasileiro e também alcança outras modalidades esportivas do clube.
O contrato pode representar até R$ 268 milhões por ano para o Rubro-Negro, segundo informações divulgadas sobre o vínculo. Por isso, a interrupção desse dinheiro altera diretamente o planejamento financeiro elaborado pela diretoria.
A situação ganhou força após a Medida Provisória nº 1.394/2026, publicada em 25 de setembro. O texto proíbe exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no território nacional.
Porém, na prática, as principais plataformas encerraram suas operações no Brasil após o prazo estabelecido pela medida. Até esta terça-feira (6), o Supremo Tribunal Federal ainda não havia concedido uma liminar para suspender a proibição.
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Boto admite possibilidade de vendas
O diretor de futebol José Boto já reconheceu publicamente que o cenário mais negativo pode obrigar o Flamengo a negociar atletas. Segundo ele, a prioridade será manter os compromissos financeiros assumidos pelo clube.
Boto explicou que o planejamento considerava contratos de receitas que estavam legalmente firmados. Assim, uma mudança repentina poderia obrigar o Flamengo a buscar dinheiro no próprio elenco.
Nesse contexto, Lucas Paquetá e Samuel Lino aparecem como exemplos de jogadores capazes de gerar receitas próximas dos valores necessários. As cifras estimadas ficam entre € 30 milhões e € 40 milhões, dependendo da negociação.
Além disso, Boto indicou que uma eventual venda poderia ocorrer sem reposição imediata na mesma qualidade. O objetivo seria evitar atrasos e garantir o cumprimento dos compromissos financeiros assumidos pelo clube.
Flamengo tenta reverter cenário no STF
Paralelamente, o Flamengo passou a atuar diretamente na disputa judicial contra a MP. O ministro Luiz Fux autorizou o clube a participar como amicus curiae em processos relacionados à proibição das apostas.
O Rubro-Negro argumenta que a mudança abrupta pode provocar perdas financeiras relevantes e afetar também modalidades olímpicas mantidas pela instituição. Enquanto isso, a Advocacia-Geral da União pediu ao STF que mantenha a validade da medida.
Portanto, o Flamengo ainda aguarda os próximos movimentos do STF e do Congresso. Se a proibição permanecer, Bap poderá precisar recorrer ao mercado de transferências para compensar parte da receita perdida, tornando possíveis negociações de grande porte uma alternativa concreta para o clube.