O Banco Central endureceu as regras! Saiba por que o Itaú, Nubank e outros bancos estão bloqueando chaves Pix e como se proteger

Podemos dizer que o ecossistema de pagamentos instantâneos do Brasil atravessa sua fase mais rigorosa de segurança desde a criação do Pix.

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Com o intuito de combater o avanço de golpes e o uso de “contas laranjas“, o Banco Central (BC) implementou leis que autorizam as instituições financeiras, incluindo gigantes como Itaú, Nubank e Bradesco, a bloquear chaves Pix sob suspeita de irregularidades.

Esta medida, fundamentada nas Leis nº 12.865/2013 e nº 14.478/2022, confere ao Banco Central o poder de zelar pela eficiência do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB).

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Logo, milhões de brasileiros podem ficar proibidos de realizar as transações, uma vez que, sem a chave, é impossível transferir valores via PIX.

Fundamento jurídico

O Banco Central atua como a autoridade reguladora máxima, garantindo que o Pix não se torne um duto para a lavagem de dinheiro ou estelionato.

De acordo com as novas regras, os bancos podem e devem agir com agilidade na detecção de transações atípicas.

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Os mecanismos de bloqueio funcionam sob três pilares:

  • Os bancos interrompem o canal de envio ou recebimento assim que identificam indícios robustos de fraude;
  • Ao focar na chave Pix (o “endereço” da conta), o BC desativa a operacionalidade de criminosos que dependem de chaves rápidas para dispersar valores;
  • Fintechs e bancos devem utilizar Inteligência Artificial e Machine Learning para calibrar seus sistemas e identificar padrões fraudulentos em tempo real.

Mas o que causa o bloqueio da chave PIX de fato?

Mas você deve estar se perguntando: “Se é apenas para impedir golpes, por que devo me preocupar?”

É aí que está o pulo do gato! Isso porque o maior impedimento das chaves são as inconsistências que vão além de simples suspeitas de roubo.

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Veja os motivos principais:

  • Pendências na Receita Federal causam o bloqueio automático. Se o seu CPF está suspenso ou o CNPJ está “inapto”, a chave Pix vinculada perde a validade;
  • O fortalecimento do processo de KYC (Know Your Client) exige que o banco confirme que o titular da chave é realmente quem diz ser;
  • Transações com valores desproporcionais à renda declarada ou transferências frequentes para chaves aleatórias sem histórico podem acionar o bloqueio cautelar;
  • Realizar transferências altas em aparelhos novos ou não autorizados gera alertas imediatos de segurança.

Mudanças específicas:

A regulação evoluiu para impedir a “venda” ou a troca de titularidade de chaves, uma prática comum entre golpistas:

  • Chaves E-mail: Desde abril de 2025, o sistema proíbe a mudança de titularidade desse tipo de chave;
  • Chaves aleatórias: O sistema impede a alteração de dados internos nessas chaves. Para qualquer mudança, o usuário deve excluir a chave antiga e gerar uma nova.

Como evitar o bloqueio das chaves PIX e o que fazer caso ocorra?

Para garantir que o seu Pix continue funcionando sem interrupções, você deve adotar medidas preventivas de segurança:

  • Verifique o Registrato: Utilize a ferramenta oficial do Banco Central para conferir se existem chaves Pix cadastradas indevidamente no seu CPF;
  • Mantenha dados atualizados: Garanta que seu cadastro na Receita Federal e no banco esteja 100% regular;
  • Evite compartilhamento: Nunca forneça senhas ou realize transações a pedido de terceiros em dispositivos desconhecidos.

Se a sua chave for bloqueada por suspeita de fraude:

  • Ligue para o banco (Itaú, Nubank, etc.) e solicite a verificação da “marcação de fraude”.
  • Documente a legitimidade da transação por meio de notas fiscais ou contratos.
  • Se o banco não resolver o bloqueio indevido, abra uma reclamação oficial nos canais de atendimento do Banco Central.

Mas, para saber mais sobre os benefícios e informações de bancos e afins, clique aqui*.