Informe do Banco Central revela que brasileiros correm o risco de guardar quatro tipos de cédulas do Real que perderam todo o valor
O Banco Central do Brasil (BC) divulgou orientações claras sobre cédulas do real que perderam completamente o valor. O texto em seu site, informa que, quando uma nota não conserva um fragmento com pelo menos metade do tamanho original, ela perde qualquer valor legal.
Contudo, a medida visa proteger a circulação da moeda e garantir segurança ao sistema financeiro. Assim, o BC define esse tipo de papel-moeda como “inadequado à circulação”.

Em seu comunicado, o Banco identifica quatro categorias principais de cédulas sem valor.
- Primeiro, as cédulas rasgadas.
- Depois, as cédulas cortadas.
- Além disso, também entram nessa definição as notas danificadas pelo fogo.
- Por fim, cédulas consumidas por traças, cupins ou por agentes químicos.
Todas essas situações comprometem a integridade das notas.
O critério central é a fragmentação. Se a nota apresentar menos da metade de sua área original em um único pedaço íntegro, o Banco não considera mais ela valida. Logo, mesmo que os pedaços juntos somem mais da metade, a regra exige que exista um fragmento intacto representando pelo menos metade do tamanho original. Sem esse fragmento, a nota deixa de valer.
Por que as cédulas perdem seu valor
As notas rasgadas ou cortadas geralmente perdem valor quando os cortes atravessam partes centrais da cédula. Quando o papel expõe cortes profundos ou bordas faltantes, os comerciantes e bancos não as aceitam. Além disso, se a nota sofrer queimadura intensa com perda significativa de papel, ela se torna inapta. Igualmente, se insetos ou substâncias químicas destruírem fibras da cédula, ela também perde validade.
Por outro lado, o desgaste leve, como dobras, manchas suaves ou marcas superficiais, não repercute na validade da nota. Mesmo com sinais de uso intenso, ela permanece válida se a estrutura física estiver preservada. Dessa forma, essas cédulas ainda circulam normalmente no comércio.
Contudo, caso o proprietário deseje, ele pode trocar notas visivelmente gastas, mas inteiras, em banco. O banco então encaminha a nota ao BC para eventual recolhimento. Esse procedimento assegura que o dinheiro continue protegido e que não haja risco de aceitar papel-moeda danificado.
Por fim, se o banco confirmar que a nota é “inadequada à circulação” o BC ordena sua destruição. Em muitos casos, o banco emite recibo de entrega. Depois a cédula vai para reciclagem ou descarte oficial. Esse procedimento impede que notas danificadas retornem ao mercado.
