José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, o executivo do padrão Globo e responsável pela saída de Silvio Santos da emissora fala sobre suas relações com Silvio na semana de seu 80º aniversário.

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Como era a sua relação com o Silvio, locatário de horário na Globo?

Quando cheguei na Globo SP, naquela altura ainda TV Paulista, Silvio já era locatário do horário. Sempre foi afável e atendeu a todos os pedidos para esticar o programa ou acomodá-lo na grade para nos ajudar a construir a nossa audiência. Chegou um momento em que houve um conflito entre o Comercial da Globo e o do Silvio Santos. A Globo vendia de 2.ª a 6.ª, e o Silvio vendia o domingo. Havia duas equipes disputando o mercado, diferenças de preço e atitude. O Silvio só saiu porque era indispensável unificar as vendas.

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Qual foi o momento mais difícil que você, como executivo da Globo, enfrentou com a concorrência do SBT?


Por ordem de dificuldade: 1) Concorrer com o próprio programa Silvio Santos reforçado mais tarde pelo Gugu. Levamos muitos anos para derrotar o Silvio nesse horário. Os Trapalhões foram os primeiros a vencê-lo. E depois o Fausto Silva conseguiu uma audiência mais jovem, deixando o Silvio com o público mais velho e classes econômicas mais baixas. 2) A novela Chiquititas, que além de ser competitiva pegou um Jornal Nacional feito, naquele momento, por pessoas inexperientes em TV, que haviam chegado do jornal O Globo. Mas a novela passou e como tudo no SBT, não houve continuidade.

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Com informações da coluna Sem intervalo, do jornal “O Estado de S. Paulo”

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