Bonner paralisa o JN com notícia que o Brasil não queria escutar e assusta: “Risco de paralisar”

No Jornal Nacional, William Bonner confirma situação assustadora no Brasil.

13/10/2025 às 09:45 · Tempo de leitura: 4 minutos

William Bonner no Jornal Nacional (Foto: Reprodução / Globo)

No Jornal Nacional, William Bonner confirma situação assustadora no Brasil

William Bonner, âncora do Jornal Nacional, da Globo, acabou pegando os milhões de telespectadores de surpresa ao comunicar uma notícia verdadeiramente assustadora aos brasileiros.

Em síntese, de acordo com o que acabou sendo noticiado, a derrubada de decretos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que aumentavam o IOF, imposto sobre empréstimos e operações de câmbio, pelo Congresso Nacional, escancara a dificuldade do governo de emplacar um equilíbrio das contas públicas por meio da alta de tributos.

“Estudos de economistas dizem que o estado brasileiro correm o risco de paralisar ano que vem se não houver cortes de gastos para aquilinas as contas públicas”, disse Bonner. “Isso depende do Governo e do Congresso”, completa.

Então a reportagem acabou trazendo detalhes sobre o assunto:

O governo não vai ter espaço de manobra para governar, e isso se deve ao crescimento automático das despesas obrigatórias. Você tem indexações, vinculações, uma rigidez enorme, e a receita não cresce no mesmo ritmo das despesas”, diz Marcus Pestana, diretor-executivo da IFI.

A Instituição Fiscal Independente, do Senado, defende um ajuste das contas para evitar um colapso da capacidade administrativa do governo a partir de 2026 e a disparada da dívida brasileira, indicador da saúde financeira do país. A projeção da IFI é que a dívida pública termine 2025 em 77,6% do PIB e que continue crescendo.

“O problema é econômico, mas as soluções são políticas. Cabe ao Congresso, Palácio do Planalto, discutindo com a sociedade, gerarem as alternativas para superação desse grave gargalo que é o calcanhar de Aquiles da economia brasileira”, afirma Marcus Pestana.

ENTENDA

A arrecadação do governo vem batendo recordes. Em maio, passou de R$ 230 bilhões. E hoje, algumas despesas, como gastos mínimos com saúde e educação, crescem conforme o ritmo das receitas.

“Toda a nossa arrecadação hoje tem ou uma transferência obrigatória, no caso para estados e municípios, ou gastos obrigatórios vinculados, como na saúde, na educação. Então, toda vez que cresce a arrecadação, a gente também cresce transferência e despesas. Assim, então, isso não vem surtindo efeito para que a gente reduza o déficit. Então é necessário controlar o crescimento desses gastos para que, de fato, a gente consiga zerar o déficit primário hoje no Brasil”, afirma Rafaela Vitória, economista-chefe do Inter.

Por fim, acabou sendo informado que utras despesas, como benefícios previdenciários e assistenciais, estão atreladas ao valor do salário mínimo. Em 2023, o governo Lula propôs e o Congresso aprovou a política de valorização do mínimo, que passou a considerar a variação da inflação e o crescimento da economia. De acordo com cálculos do governo, a cada um real de aumento do salário mínimo, a despesa aumenta em cerca de R$ 400 milhões.

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