Boris Casoy e Band não terão que pagar multa de R$ 3,5 milhões aos garis

24/07/2013 às 13:45 · Tempo de leitura: 3 minutos

Boris é âncora do “Jornal da Noite”

O Tribunal de Justiça de São Paulo revogou na ultima sexta-feira (19) uma decisão que condenava a Band e o jornalista Boris Casoy a uma multa de R$ 3,5 milhões por danos morais aos garis. A decisão, da qual cabe recurso, é mais uma fase do processo movido pelos garis contra uma declaração dada por Boris em telejornal na TV Bandeirantes.

Além da multa coletiva, o jornalista e a emissora teriam que pagar R$ 21 mil para cada um dos dois garis que apareceram em uma vinheta do Jornal da Band, no réveillon de 2009.

Na ocasião, após a veiculação da vinheta, uma falha técnica deixou vazar um áudio no qual Boris Casoy comenta: “Que ‘merda’: dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras. O mais baixo da escala do trabalho”. A situação constrangedora gerou grande repercussão na época. O vídeo foi para na internet e foi visualizado por milhões de pessoas.

Diante do ocorrido, Boris Casoy se retratou sobre o comentário que definiu como “uma frase infeliz”. “Peço profundas desculpas aos garis e a todos os telespectadores”, afirmou Boris Casoy. As desculpas não foram aceitas e o caso foi parar na Justiça, rendendo diversas condenações ao âncora e a Band.

Quatro anos depois, quase tudo acaba em pizza. A decisão da ultima semana cancela a multa de R$ 3,5 milhões, mas mantém a indenização de R$ 21 mil. O entendimento da corte paulista é de que as palavras de Boris Casoy ofendem apenas os garis que apareceram na vinheta e não toda a categoria.

“Não se constata a intenção de proferir qualquer juízo de valor negativo referente à função dos varredores de rua, referindo-se somente à baixa remuneração por eles auferida, o que é uma verdade, sem, no entanto, afirmar que esta é mais ou menos importante e fundamental que outras”, ressaltou o desembargador Teixeira Leite, relator do processo.

Procurados por meio da assessoria de imprensa, Boris Casoy e a Band ainda não haviam se manifestado sobre o caso, mas, no processo, Boris Casoy afirmou que jamais teve o intuito de criticar o gari pela profissão exercida. Também disse que não houve discriminação, desrespeito nem humilhação à dignidade dos varredores de rua, mesmo assim, pela “frase infeliz” pediu espaço à direção do telejornal para pedir desculpas.

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