Governo Federal reajustou o salário mínimo para R$ 1.621 em 2026

O Brasil começa 2026 com uma grande comemoração: o aumento no salário mínimo. Isso porque, no dia 24 de dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o Decreto nº 12.797, que oficializou o reajuste de R$ 1.518 para R$ 1.621 em 2026.

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De acordo com o governo federal, o reajuste aplicado foi de 6,79%. Com o novo valor, o piso nacional passa a ser R$ 54,04, enquanto a hora trabalhada corresponde a R$ 7,37.

A mudança impacta diretamente milhões de brasileiros, incluindo trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais.

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Como o governo calcula o salário mínimo

Desde 2023, o governo adota a Política de Valorização do Salário Mínimo, que garante aumento real acima da inflação sempre que a economia cresce.

A regra, sancionada em agosto de 2023 pelo Congresso Nacional, determina que o reajuste anual considera dois fatores:

  • A inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior, medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor)
  • O crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes

Para o salário mínimo em 2026, o cálculo foi o seguinte:

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  • 4,18% de inflação
  • 3,4% do PIB – com a trava de 2,5%

Limite do arcabouço fiscal

O arcabouço fiscal, mecanismo que controla o crescimento dos gastos públicos, passou a impor um limite ao ganho real do salário mínimo.

Pela regra atual, o aumento acima da inflação deve ficar entre 0,6% e 2,5%.

Projeção para os próximos anos

Além disso, em 2025, o governo federal também revisou as projeções para o piso nacional nos próximos anos. Confira os novos valores:

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  • 2027: de R$ 1.725 para R$ 1.721
  • 2028: de R$ 1.823 para R$ 1.819
  • 2029: de R$ 1.908 para R$ 1.903

Piso regional

Além do salário mínimo nacional, alguns estados adotam o chamado piso regional, que estabelece valores superiores ao mínimo federal para determinadas categorias profissionais.

São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina adotam o piso regional para inúmeras categorias.

O valor é atualizado anualmente por meio de nova lei estadual e costuma beneficiar categorias como empregados domésticos, trabalhadores da construção civil, comércio e mais.

Custo de vida no Brasil

Por fim, apesar dos reajustes anuais e do ganho real acima da inflação, o salário mínimo está longe do valor considerado suficiente para garantir um padrão de vida básico no país, especialmente em grandes cidades.

De acordo com uma pesquisa da Serasa, o custo médio mensal para cobrir despesas essenciais no Brasil gera em torno de R$ 3.520, mais do que o dobro do piso atual.