Caixa anuncia a liberação do FGTS e esclarece quem tem direito ao saque de até R$6220
A Caixa Econômica Federal confirmou a liberação do saque calamidade do FGTS para moradores de Pescador, em Minas Gerais, após o reconhecimento oficial da situação de calamidade pública. A medida passou a valer em 30 de janeiro de 2026 e atendeu famílias impactadas por chuvas intensas.
O benefício permitiu o acesso a recursos do fundo em caráter emergencial. O valor máximo liberado chegou a R$6220 por conta vinculada, respeitando o saldo disponível. No entanto, a Caixa aplicou a regra que impede novo saque da mesma modalidade em intervalo inferior a 12 meses.

Dessa forma, apenas trabalhadores que não utilizaram o saque calamidade no último ano tiveram direito. Além disso, a liberação ocorreu somente após a habilitação formal do município no sistema do FGTS.
O saque calamidade existe como instrumento de apoio financeiro em situações extremas, como enchentes e deslizamentos. Nesse contexto, a Caixa analisou a documentação enviada pela prefeitura e validou o enquadramento de Pescador.
Assim, os moradores passaram a contar com um prazo definido para solicitar o recurso. O calendário oficial estabeleceu o limite de pedidos até 29 de abril de 2026. Enquanto isso, a instituição reforçou que o saque não acontece automaticamente. O trabalhador precisou realizar a solicitação individualmente, seguindo todos os passos exigidos no aplicativo oficial do FGTS.
Como é feito o saque calamidade do FGTS?
- A solicitação ocorreu de forma totalmente digital pelo aplicativo FGTS.
- O trabalhador acessou a opção “Solicitar seu saque” e escolheu “Calamidade pública”.
- Em seguida, selecionou o município de Pescador para dar continuidade ao pedido.
Depois desse passo inicial, o sistema solicitou informações detalhadas sobre o endereço residencial. O trabalhador informou o CEP e o número do imóvel atingido. Logo depois, anexou os documentos obrigatórios para validação.
A Caixa exigiu documento de identidade com foto, frente e verso, além de uma selfie segurando o próprio documento. O processo buscou evitar fraudes e garantir que o benefício chegasse a quem realmente sofreu impacto direto da calamidade.
O comprovante de residência também integrou a lista de exigências. A Caixa aceitou contas emitidas até 120 dias antes da decretação da calamidade. Entretanto, quando o comprovante não estava no nome do solicitante, outras alternativas passaram a valer.
O trabalhador pôde apresentar declaração emitida pelo município ou declaração própria com dados completos. Além disso, certidão de casamento ou escritura de união estável serviram como complemento, quando o comprovante estava em nome do cônjuge.
Após o envio de todas as informações, a Caixa iniciou a análise cadastral. O banco verificou se o endereço informado constava na área reconhecida como afetada. Em seguida, conferiu o histórico do trabalhador no FGTS.
Caso todas as condições fossem atendidas, o sistema liberava o valor automaticamente. O crédito ocorria na conta indicada pelo solicitante, inclusive em contas de outros bancos.
A Caixa não cobrou taxas para essa transferência.
- O valor liberado respeitou o saldo disponível no FGTS.
- O pagamento ocorreu após validação completa dos dados.
- O prazo de solicitação terminou em 29 de abril de 2026.
A Caixa reforçou que a habilitação do município representou etapa indispensável para a liberação do saque. Sem esse reconhecimento oficial, nenhum pedido seria aceito pelo sistema. Por isso, a instituição orientou os trabalhadores a acompanhar comunicados oficiais.
Além disso, destacou a importância de respeitar os prazos definidos para cada cidade. Fora do período estabelecido, o sistema bloqueia automaticamente novas solicitações.
Por fim, o saque calamidade representou um alívio financeiro imediato para famílias que enfrentaram perdas materiais. Em muitos casos, o recurso auxiliou na reconstrução de residências e na compra de itens essenciais.
Embora o valor não cubra todos os prejuízos, a liberação do FGTS funcionou como apoio emergencial. Assim, a medida reforçou o papel social do fundo em momentos críticos, especialmente em municípios afetados por desastres naturais.
