“14º salário” de até R$1621 chega pela Caixa aos CLTs em menos de 1 mês

Caixa libera pagamento de até R$1621 como "14º salário" para trabalhadores CLT e valor pode cair na conta em menos de um mês

23/04/2026 às 23:40 · Tempo de leitura: 6 minutos

Caixa - CLTs (Foto: Divulgação)

Caixa libera pagamento de até R$1621 como “14º salário” para trabalhadores CLT e valor pode cair na conta em menos de um mês

Um famoso “14º salário” vem chamando atenção nas redes sociais, na prática, se trata do abono salarial do PIS/Pasep pago pela Caixa Econômica Federal e BB. Esse benefício anual pode chegar a até R$ 1.621, valor equivalente ao salário mínimo atual.

Em 2026, o governo já iniciou os pagamentos seguindo um calendário escalonado. Esse cronograma organiza a liberação conforme o mês de nascimento do trabalhador. Em abril, o pagamento contemplou quem nasceu em março e abril, com início no dia 15. A medida liberou bilhões de reais para milhões de trabalhadores formais em todo o país.

PIS/PASEP com pagamento na Caixa e Banco do Brasil (Reprodução: Montagem TV Foco)

Esse valor não representa um benefício novo. O abono salarial existe há anos e integra uma política pública prevista em lei. O governo paga esse valor como forma de complementar a renda de trabalhadores que recebem salários mais baixos.

O benefício considera o tempo de trabalho no ano-base. Quem trabalhou durante os 12 meses recebe o valor total. Quem trabalhou por menos tempo recebe um valor proporcional. Essa regra garante uma distribuição mais justa entre os beneficiários.

O calendário de pagamentos de 2026 segue uma lógica organizada para evitar filas e sobrecarga no sistema bancário. Trabalhadores nascidos em março e abril começaram a receber em 15 de abril. Já os nascidos em maio e junho passam a receber a partir de 15 de maio.

O governo definiu essas datas com antecedência para permitir planejamento financeiro. Esse modelo também facilita o acesso ao benefício em todo o território nacional.

Pagamentos do PIS/Pasep

No lote liberado em abril, o governo pagou mais de R$ 4,7 bilhões para cerca de 3,8 milhões de trabalhadores. Esse volume de recursos impacta diretamente a economia. O dinheiro circula no comércio, paga contas e movimenta serviços locais.

A Caixa realiza os depósitos automaticamente para quem já possui conta. Para quem não possui, o banco cria uma poupança social digital. Essa conta permite movimentação pelo celular, sem necessidade de ir até uma agência.

PIS em 2026 – Caixa – Foto: Montagem

Muitos trabalhadores ainda têm dúvidas sobre o que é o PIS. O Programa de Integração Social funciona como um cadastro criado pelo governo federal. Ele identifica trabalhadores do setor privado e viabiliza o pagamento de benefícios.

Para ter direito ao abono, o trabalhador precisa estar inscrito no PIS há pelo menos cinco anos. Também precisa ter trabalhado com carteira assinada por, no mínimo, 30 dias no ano-base considerado.

Outro ponto importante envolve o conceito de ano-base. Em 2026, o governo utiliza os dados de 2024 para calcular quem tem direito ao benefício. Isso significa que o valor recebido depende do histórico daquele ano específico.

O trabalhador não pode ter recebido, em média, mais de dois salários mínimos mensais. Caso ultrapasse esse limite, ele perde o direito ao abono salarial. Essa regra garante que o benefício alcance trabalhadores de menor renda.

O saque do dinheiro ocorre de forma simples e acessível. O trabalhador pode movimentar o valor pelo aplicativo Caixa Tem, que funciona como uma conta digital gratuita. Também é possível sacar em casas lotéricas ou terminais de autoatendimento. Quem possui conta na Caixa recebe o valor diretamente. Esse modelo reduz filas e amplia o acesso ao benefício, especialmente em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos.

PIS/PASEP 2026 é para os CLTs (Foto: Reprodução)

O calendário de pagamentos segue até agosto de 2026, respeitando o mês de nascimento de cada trabalhador. Após a liberação, o beneficiário ainda tem prazo para realizar o saque dentro do período definido pelo governo.

O abono salarial continua sendo um dos principais programas de transferência de renda voltados ao trabalhador formal. Em 2026, o modelo mantém a distribuição gradual, com regras claras e pagamento organizado para milhões de brasileiros.

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